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Mundo

Casa Branca destaca escassez de cocaína em diversas cidades dos Estados Unidos

Arquivo Geral

02/10/2007 0h00

O diretor do Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas da Casa Branca (ONDCP), find John Walters, afirmou hoje que em 37 cidades dos Estados Unidos foram registradas reduções na oferta de cocaína, devido aos esforços no combate às drogas realizados junto ao México.

Walters revelou hoje alguns detalhes de um plano do Governo americano para combater o tráfico de drogas no sudoeste dos Estados Unidos.

O chamado “Plano Antinarcóticos para a Fronteira Sudoeste” tem como objetivo interromper drasticamente o fluxo de drogas ilícitas com destino aos EUA.

“Temos uma responsabilidade compartilhada com o México de responder a este problema de forma significativa. Esta estratégia equilibrada servirá como uma resposta eficaz contra as violentas organizações do narcotráfico que tentam minar a democracia e o império da lei”, disse.

Walters, conhecido como “czar antidrogas” dos EUA, afirmou que a segurança fronteiriça é uma das principais prioridades do Governo americano, e que a cooperação do México ajudou a “diminuir substancialmente o fluxo de drogas ilícitas” em direção ao país.

Segundo fontes policiais e dos serviços de inteligência, “muitos mercados nos Estados Unidos estão enfrentando uma diminuição na disponibilidade de cocaína em nível de venda por atacado, e isso está afetando as vendas a varejo em muitas cidades”.

Walters acrescentou ainda que, em 37 cidades, foram observados diversos níveis de escassez de cocaína.

“Em alguns casos, os narcotraficantes tiveram que diluir a droga com outras substâncias, devido à escassez dos estoques”, afirmou.

Entre as 37 cidades que registraram baixas figuram Nova York, Chicago (Illinois), Atlanta (Geórgia), El Paso (Texas), Baltimore (Maryland), Denver (Colorado) e San Francisco (Califórnia), além da capital americana.

A escassez de cocaína se soma ao aumento drástico no preço do quilo desta droga no país, que em algumas cidades do nordeste e do centro dos EUA chegou a duplicar.

A empresa Quest Diagnostics, que realiza testes de drogas em locais de trabalho, disse que, em comparação com 2006, o primeiro semestre deste ano registrou uma queda “sem precedentes” de 15,9% no número de exames positivos para uso de cocaína.

Walters elogiou os esforços do Governo mexicano, em particular o deslocamento de mais de 12 mil agentes para combater o narcotráfico e a violência na fronteira entre os dois países.

Além de deter diversos líderes de cartéis, o Governo mexicano também tomou “medidas agressivas” contra a produção de metanfetaminas, e reduziu a importação de precursores químicos utilizados em sua fabricação.

Está prevista para janeiro a proibição da importação de efedrina e pseudoefedrina em território mexicano, produtos que devem ter uso definitivamente proibido em janeiro de 2009.

“Este compromisso assumido pelo Governo do México está pondo uma pressão tremenda sobre o fornecimento de metanfetaminas. Esperamos ver um impacto significativo nos mercados desta droga (nos EUA) nos próximos três meses”, disse Walters.

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