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Mundo

Cartel de Sinaloa está por trás de sequestro de quatro jornalistas no México

Arquivo Geral

01/08/2010 8h14

O Cartel de Sinaloa está por trás do sequestro na segunda-feira passada de quatro jornalistas mexicanos que já foram libertados, informou o secretário de Segurança Pública (SSP), Genaro García Luna, que confirmou o resgate neste sábado (31) de dois deles em um operação da Polícia Federal mexicana.

 

“A pretensão deste grupo criminoso era transmitir mensagens do crime organizado usando os repórteres”, disse García Luna em entrevista coletiva.

 

Na operação em que dois dos quatro jornalistas foram libertados – os outros dois já haviam sido soltos por meio de negociações, relatou García Luna -, ninguém foi preso.

 

“Ao perceber a presença da Polícia Federal no entorno do cativeiro, os sequestradores fugiram”, explicou o secretário.

 

Considerado o mais poderoso do México, o Cartel de Sinaloa trava atualmente guerra com outras quadrilhas para controlar o tráfico de drogas em diferentes regiões do país.

 

O cativeiro onde estavam Javier Canales Fernández e Alejandro Hernández Pacheco, dos veículos “Multimedios Laguna” e “Televisa Torreón”, fica na cidade de Gómez Palacio, no norte do México.

 

Os outros dois jornalistas sequestrados foram Oscar Solís, do diário “El Vespertino”, e Héctor Gordoa, da “Televisa Torreón”.

 

Os quatro foram sequestrados na segunda-feira passada na região de La Laguna, entre os estados de Coahuila e Durango, no norte do México, quando retornavam de cobrir protestos de detentos em um presídio relacionados a um caso de corrupção pública.

 

Para libertar os profissionais de imprensa, os sequestradores exigiam que as empresas nas quais trabalham divulgassem vídeos postados na internet sobre o sequestro e elaborados pelos criminosos.

 

“(Os sequestradores) passavam o dia todo nos intimidando. Como estavam cercados, pensaram muito antes de nos machucar, mas nos trataram mal”, explicou Hernández Pacheco na entrevista coletiva, ao contar que foi agredido na cabeça com uma tábua.

 

Na mesma entrevista, García Luna concluiu dizendo que a operação demonstra que “o Estado mexicano é muito mais forte que qualquer grupo criminoso”. 

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