Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul e Espanha assinaram uma carta que faz um apelo aos Governos do Grupo dos 20 (G20, países ricos e emergentes) para que aumentem suas contribuições a um fundo que tem como objetivo ajudar as nações pobres a garantir a segurança alimentar.
Segundo a carta, à qual o jornal “Financial Times” teve acesso, o fundo global administrado pelo Banco Mundial, e criado pelos compromissos de ajuda ao mundo em desenvolvimento, estaria quase esgotado.
Enquanto os países em desenvolvimento haviam solicitado cerca de US$ 1 bilhão em ajudas, o fundo já tinha desembolsado US$ 224 milhões e só restavam US$ 130 milhões.
A Espanha, que não é oficialmente membro do G20, assistiu às reuniões do bloco, também fez doações ao fundo e assinou a carta, diz o jornal.
“Estamos profundamente preocupados com a falta de novos compromissos (de ajuda) e porque o impulso está acabando”, diz a carta. “Necessitamos que novos doadores se apresentem para garantir que esses países em desenvolvimento não sejam rejeitados”.
O programa para a agricultura e a segurança alimentar global, administrado pelo Banco Mundial, foi criado em resposta à crise alimentar de 2007-2008, que evidenciou a existência de pontos fracos na produção e distribuição dos produtos agrícolas no mundo em desenvolvimento.
Segundo o economista americano Jeffrey Sachs, diretor do Instituto da Terra da Universidade de Columbia, o programa de segurança alimentar é um modelo de como prestar socorro de acordo com os planos orçamentários e sistemas financeiros dos países receptores, mas “está insuficientemente dotado e difundido”.