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Mundo

Carro-bomba mata dois e fere cinco na Argélia

Arquivo Geral

14/09/2007 0h00

Duas pessoas foram mortas e outras cinco ficaram feridas pela explosão de uma bomba colocada em uma residência policial da cidade de Zemuri, this web 50 quilômetros ao leste de Argel (capital da Argélia), informou o Ministério do Interior argelino.

O comunicado oficial relata que, na hora do fim do jejum pelo mês sagrado do Ramadã, uma bomba foi colocada no muro de proteção da residência, que impediu que mais danos fossem causados.

Versões anteriores de moradores da localidade falavam de um atentado com carro-bomba e de três mortos, o que foi desmentido esta noite pelo Ministério do Interior.

Fontes hospitalares declararam por sua vez que, dos cinco feridos, dois se encontram em estado grave e tiveram suas extremidades amputadas.

Tudo leva a crer que a autoria do crime é do grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que fez cinco atentados com carros-bomba desde 11 de abril deste ano.

Nesse dia, três terroristas suicidas jogaram os veículos que conduziam contra a sede do Governo e duas dependências policiais, causando a morte de 30 pessoas e ferindo mais de 200.

O atentado de Zemuri acontece no segundo dia do Ramadã, um mês que os terroristas consideram propício para a “jihad” (guerra santa).

O Governo garantiu à população que medidas excepcionais de segurança foram tomadas nas principais cidades do país para evitar que ataques terroristas ocorram neste mês.

Ainda assim, a população teme que o Ramadã seja marcado por um banho de sangue comandado pelo grupo salafista dirigido pelo líder Abdelmalek Drukdel, conhecido como Abu Mossab Abdelduaud.

Em um de seus últimos comunicados, o grupo terrorista afirmou possuir uma brigada de mártires dispostos a suicidar-se, e disse que continuaria agindo para mostrar sua capacidade de atingir instituições militares e oficiais.

Fontes da segurança confirmaram também que os terroristas aliciam jovens desocupados prometendo enviá-los ao Iraque para fazer parte da insurgência local, e que, uma vez doutrinados e formados militarmente em seus refúgios, os jovens são impelidos a cometer atentados suicidas no seu próprio país.

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