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Candidatos à Presidência descobrem que a preocupação <I>é a gasolina, idiota</I>

Arquivo Geral

30/06/2008 0h00

Parafraseando a afirmação que a equipe de Bill Clinton tornou famosa durante a campanha eleitoral de 1992, sildenafil o eleitorado americano deixou claro para Barack Obama e John McCain que desta vez a preocupação “é a gasolina, buy idiota”.


Mais do que nunca, see os americanos sentem em seus bolsos o aumento dos preços do barril de petróleo e sua automática transferência para os postos de gasolina do país.


A multiplicação dos preços do combustível reduziu o dinheiro disponível para outros gastos, elevando o custo de todos os produtos – desde alimentícios até os de entretenimento – e jogando na rua milhares de trabalhadores.


No sábado, a Associação de Automobilistas dos Estados Unidos (AAA) afirmou que o preço médio do galão de gasolina no país estava em US$ 4,072 (o equivalente a US$ 1,08 por litro), 37% a mais do que há um ano.


E as previsões são ainda mais sombrias, a maioria dos analistas adverte que o preço do petróleo continuará subindo nos próximos anos e alguns apostam que o barril chegará a US$ 200 em um futuro próximo.


O aumento do preço da gasolina prejudica a economia americana, o que por sua vez afeta a campanha eleitoral que terminará com a eleição ou do democrata Barack Obama ou o do republicano John McCain como presidente dos EUA.


Uma recente pesquisa da Gallup sobre como o aumento dos preços da gasolina afeta os americanos oferece respostas sobre a importância que a crise energética e seus efeitos econômicos terá na eleição de novembro.


Cerca de 15% dos consultados afirmam que já não podem arcar com o custo associado à condução ou ao transporte diário de casa ao trabalho. Outros 11% reconhecem que tiveram que limitar suas viagens de férias e uma porcentagem igual já não pode poupar ou é obrigada a cortar outras despesas.


O Gallup destaca que o aumento dos preços da gasolina não só afeta negativamente atividades diretamente ligadas ao automóvel, como dirigir, mas modifica a situação financeira daqueles que dele dependem.


Portanto, não é estranho verificar em outra enquete divulgada pela mesma empresa na sexta-feira, que a maioria dos americanos expressa uma maior preocupação com a situação econômica do país (56%) do que em relação a uma ameaça terrorista (39%), situação inversa à encontrada no início da campanha eleitoral.


Os dois futuros candidatos à Presidência americana vigiam atentamente as variações nas preocupações do eleitorado.


Para McCain – que no princípio da campanha reconheceu sua fraqueza em assuntos econômicos – o agravamento da crise energética e seus efeitos no arrefecimento econômico do país pode ser um dos fatores que lhe afaste da Casa Branca.


Talvez por isso, um de seus principais assessores, Charlie Black, cometeu o deslize de reconhecer publicamente que outro ataque terrorista aos EUA – após o do 11 de setembro de 2001 – “seria uma grande vantagem” para McCain.


Neste contexto, também não é de se estranhar que McCain propusesse um pacote de incentivos econômicos para reduzir a dependência que o país tem do petróleo. Uma das propostas do republicano é um prêmio de US$ 300 milhões para quem melhorar a bateria dos veículos híbridos atuais.


Obama não ficou atrás em reconhecer a importância que a crise energética tem na vida cotidiana da maioria dos americanos.


O senador por Illinois recentemente chamou de um “truque barato” os projetos energéticos de McCain que não permitirá que os EUA consigam chegar “à próxima geração de energia renovável”.


O projeto energético de Obama inclui o aumento da eficiência energética dos veículos que circulam pelos EUA e o investimento de US$ 150 bilhões durante uma década em energias renováveis que eliminem a dependência do petróleo.


 

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