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Candidato da esquerda denuncia tentativa ‘ingerencista’ de Trump na Colômbia

Candidato da esquerda critica declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos ao direitista Abelardo de la Espriella e afirma que a manifestação representa risco à soberania da Colômbia

Redação Jornal de Brasília

03/06/2026 17h55

Foto: Luis Acosta/AFP

Foto: Luis Acosta/AFP

O candidato da esquerda à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, denunciou, nesta quarta-feira (3), uma tentativa “ingerencista” para o segundo turno de 21 de junho de parte do presidente americano, Donald Trump, que declarou apoio ao seu adversário da direita, Abelardo de la Espriella.

Na terça-feira, Trump declarou apoio ao advogado milionário que surpreendeu ao liderar o primeiro turno no último domingo, sem os apoios necessários para evitar disputar o segundo turno contra Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro.

O esquerdista disse, nesta quarta-feira, que a posição de Washington tem um “tom ingerencista”.

“É um grave risco para a soberania e para a integridade do povo e da nação colombiana”, disse à imprensa o legislador de 63 anos.

De la Espriella, de 47 anos, agradeceu o “apoio decisivo” de Trump e prometeu se relacionar “como nunca antes” com os Estados Unidos se for eleito presidente para suceder a Petro, o primeiro esquerdista a chegar ao poder na história do país.

De la Esperiella promete adotar a linha-dura, com o apoio dos Estados Unidos, contra as guerrilhas e grupos narcotraficantes no país, que é o maior produtor de cocaína do mundo.

Trump apoiou outros políticos de direita em processos eleitorais na América Latina, como aconteceu com Javier Milei nas eleições legislativas na Argentina. Também fez acenos ao presidente chileno, José Antonio Kast, e ao hondurenho Nasry Asfura.

Na terça-feira, Petro, que teve confrontos constantes com seu colega americano nas redes sociais, convidou os colombianos a “votarem em plena liberdade” para não se tornarem “escravos, nem colônia de ninguém”.

Uma primeira pesquisa antes do segundo turno, divulgada na terça-feira, situa o candidato da extrema-direita como favorito para se eleger presidente.

AFP

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