O candidato à Presidência do Peru Ollanta Humala manifestou-se favorável nesta segunda-feira a uma descriminalização do aborto terapêutico, de um maior acesso da população feminina aos anticoncepcionais e da promoção da educação sexual na escola.
Em uma entrevista à Agência Efe, Humala lembrou que ele faz parte de “uma família católica” e que seu partido é “defensor da vida”, mas deixou claro que é a favor da descriminalização do aborto terapêutico, um tema que gerou muita polêmica durante a campanha eleitoral.
O cardeal Juan Luis Cipriani, Arcebispo de Lima, e conhecido por suas posições ultraconservadoras, pediu várias vezes à população que votasse contra os candidatos que defendem o aborto e as uniões civis entre homossexuais.
Humala também se disse a favor de promover a educação sexual nas escolas e de facilitar “o acesso aos métodos anticoncepcionais a todas as mulheres”, principalmente as de baixa renda.
Durante a campanha eleitoral, o ex-presidente Alejandro Toledo foi duramente criticado por defender o direito ao aborto terapêutico.
Calcula-se que 370 mil abortos clandestinos sejam feitos no país anualmente, quase a metade do número de nascimentos.
Humala lidera as pesquisas de opinião para o segundo turno de 5 de junho, no qual concorrerá com a legisladora Keiko Fujimori, filha do ex-governante Alberto Fujimori.