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Candidato a presidência com prisão no currículo é barrado no Egito

Arquivo Geral

07/04/2012 19h58

Um tribunal administrativo do Cairo proibiu neste sábado que o candidato à presidência do Egito, Ayman Nur, concorra nas eleições, por ter sido preso no ano passado.

Segundo fontes judiciais, a corte proibiu Nur, principal rival do ex-presidente Hosni Mubarak no pleito de 2005, a participar das eleições de maio, como candidato e como eleitor. O texto diz que todo condenado por um delito que não tenha recebido absolvição total não tem direito a registrar-se como candidato à chefe de Estado.

Nas eleições de 2005, Nur foi o principal adversário de Mubarak e conseguiu 7% dos votos. No entanto, pouco tempo depois, o político foi preso por ter falsificado assinaturas para a fundação de seu partido. Nur passou mais de três anos na prisão até que foi libertado por questões de saúde.

A decisão judicial também poderá ser aplicada em casos similares ao de Nur, como o do candidato da Irmandade Muçulmana, Jairat al Shater. Al Shater, engenheiro de 62 anos, foi condenado a sete anos de prisão em abril de 2008 por lavagem de dinheiro e participação em uma organização ilegal, mas foi libertado após o triunfo da Revolução que derrubou Mubarak em fevereiro de 2011.

Por causa da sentença, a Irmandade Muçulmana decidiu neste sábado apresentar um segundo candidato, o presidente do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), Mohammed Mursi. Um porta-voz do PLJ, Ahmed Subaya, disse à Agência Efe que a decisão foi tomada por haver a possibilidade da candidatura de Jairat al Shater ser rejeitada.

Outra candidatura que levantou dúvidas é a do xeique Hazem Abu Ismail, por causa da dupla nacionalidade de sua falecida mãe. A Comissão Eleitoral confirmou neste sábado que recebeu um relatório do Ministério de Exteriores egípcio indicando que Naual Abdelaziz, mãe de Abu Ismail, tirou a nacionalidade americana em 2006.

Segundo a Constituição, nem o presidente da República nem seus pais podem possuir outra nacionalidade além da egípcia. No entanto, a Comissão não esclareceu se Abu Ismail já está fora da corrida presidencial. Neste domingo termina o prazo para registro dos candidatos às eleições presidenciais.

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