Menu
Mundo

Candidata presidencial do Haiti diz que pleito é fundamental para mudar país

Arquivo Geral

17/02/2011 22h41

 

A candidata à Presidência do Haiti Mirlande Manigat declarou nesta quinta-feira que a realização do pleito de 20 de março constitui um passo “importante” para que haja mudanças “fundamentais” no país.

 

“Os setores que não estão de acordo com o segundo turno têm o direito de se manifestar”, disse Mirlande em entrevista coletiva.

 

No segundo turno, ela enfrentará o cantor Michel Martelly, quem nesta quinta-feira foi a Cap-Haïtien, no norte do país, para iniciar sua campanha junto ao também cantor Wyclef Jean, quem lhe prestou seu apoio.

 

Martelly foi recebido por milhares de seus partidários, que o cumprimentaram e aplaudiram, assim como a Jean, que não pôde se lançar como candidato às eleições por não cumprir os requisitos para isso, conforme informaram as autoridades eleitorais haitianas.

 

Na entrevista coletiva que marcou o início da campanha pelo segundo-turno, Mirlande declarou que está refletindo “sobre a estrutura” sobre a qual se formará seu Governo, e reiterou seu propósito de trabalhar pela educação e pelo retorno dos milhares de deslocados pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010 a seus lares.

 

A ex-primeira-dama haitiana acrescentou que, durante o encontro que manteve na segunda-feira passada com o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, ele prometeu abordar a situação do Haiti com os líderes da América Latina após a posse do novo Governo.

 

A campanha eleitoral, que se estenderá até 17 de março, tomou força no país, e pelo menos duas companhias telefônicas estão enviando mensagens de texto em que tanto Mirlande quanto Martelly convocam seus seguidores para votar.

 

O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) pediu na noite de quarta-feira aos candidatos que respeitem a lei eleitoral e mantenham um ambiente de calma durante a campanha.

 

O presidente do órgão eleitoral, Gaillot Dorsainvil, pediu o “respeito” dos princípios e da “civilidade política”.

 

Além de escolher o sucessor do presidente do país, René Préval, os eleitores também elegerão 79 membros da Câmara dos Deputados (outros 20 já ganharam sua cadeira no primeiro turno) e sete senadores, que se somarão aos quatro que já foram eleitos.

 

O CEP informou nesta semana que necessitará de US$ 2 milhões suplementares para realizar o segundo turno.

 

No domingo, o Brasil ofereceu US$ 330 mil de contribuição para a realização do pleito.

 

O Haiti vive uma crise humanitária desde 12 de janeiro de 2010, quando um terremoto deixou mais de 300 mil mortos, ao que se soma a tragédia ocasionada pela epidemia de cólera que já provocou mais de 4,5 mil mortes desde outubro.

 

O primeiro turno das eleições foi realizado em 28 de novembro e seus resultados provocaram uma crise política no país, que foi superada depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) realizou uma apuração dos votos a pedido do Governo haitiano.

 

Após essa apuração, Martelly assumiu o segundo lugar, que, a princípio, o Conselho Eleitoral Provisório tinha declarado que era do candidato governista, Jude Celestin.

 

A comunidade internacional mostrou-se a favor do relatório da OEA e, finalmente, as autoridades eleitorais aceitaram esse veredicto, que deu a Martelly a oportunidade de enfrentar Mirlande no segundo turno.

 

No pleito de 28 de novembro, ela se impôs com mais de 10 pontos de vantagem sobre Martelly.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado