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Canais de Amsterdã entram para lista de Patrimônios da Humanidade

Arquivo Geral

01/08/2010 13h46

Os canais do centro histórico de Amsterdã foram incluídos na lista de Patrimônios Culturais da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), cujo Comitê de Patrimônio está reunido em Brasília desde a última segunda-feira.

 

A decisão foi recebida com muita alegria pela capital holandesa, que tem os canais do século XVII como símbolo. Com o reconhecimento, além do impulso para o turismo, a Unesco será responsável pelas obras de restauração e manutenção dos canais.

 

Com a incorporação, os canais de Amsterdã são o nono bem cultural holandês incluído na lista da Unesco, entre os quais também estão o Mar de Wadden, os moinhos do Dique Kinder, a Casa Rietveld-Schröder da cidade de Utrecht e a antiga Linha de Defesa da Cidade de Amsterdã.

 

A porta-voz da Prefeitura de Amsterdã Gehrels Alderman Carolien declarou à agência “ANP” que a cidade “encantada” com o reconhecimento “do valor cultural e histórico” dos canais.

 

Assinalou que a cidade é um “espaço para a criatividade, a diversidade e a mente sana”, e manifestou que a distinção é um “apoio importante”.

 

Acredita, além disso, que a designação vai atrair mais turistas “de todas partes do mundo” aos “pitorescos canais”, que para os estrangeiros representam a Holanda tanto quanto “os campos de tulipas e os moinhos de vento”, indicou.

 

A aceitação dos canais de Amsterdã como Patrimônio da Humanidade por parte da Unesco esteve vinculada a fortes exigências, e as vozes mais críticas temem que a cidade acabe se transformando em um museu a céu aberto.

 

O fundador do fórum de discussão “Ai!LoveAmsterdam”, Marko Van Kampen, manifestou à “ANP” seus temores de que este reconhecimento conduza a uma “maior regulação” que afete os negócios do centro histórico e que aproxime o perfil da cidade ao de Bruges (Bélgica) ou Salzburgo (Áustria).

 

Lamentou ainda o fato de cada vez serem permitidos menos terraços em torno dos canais, o que, segundo ele, espanta os turistas, e teme que a designação da Unesco introduza novas restrições.

 

A Associação de Amigos do Centro de Amsterdã, por sua parte, tem esperanças de que agora mais turistas visitem a cidade, interessados pela cultura e pelos museus, e não tanto pelos coffeeshops – estabelecimentos onde está permitida a venda e consumo de maconha – e pelos prostíbulos do Distrito da Luz Vermelha.

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