A manutenção do embargo a Cuba opôs hoje as campanhas do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, check John McCain, cialis 40mg favorável à manutenção dessa medida, viagra approved e do democrata, Barack Obama, que defende sua flexibilização.
Em um debate hoje patrocinado pelo centro de estudos Diálogo Interamericano, o assessor para a América Latina de McCain, Adolfo Franco, afirmou que relaxar o embargo equivaleria a recompensar o Governo cubano, o que considerou “um erro colossal”.
Por sua vez, o assessor de Obama para a região, Dan Restrepo, afirmou que “o que é uma recompensa para o regime é manter a mesma política dos últimos 50 anos”.
“Não podemos seguir fazendo mais do mesmo e esperar um resultado diferente”, considerou.
Os dois representantes repassaram as propostas de seus candidatos para a Cuba que encontrarão em janeiro, sem Fidel Castro no comando e com um novo dirigente, Raúl Castro, que se mostrou mais aberto a um diálogo com os Estados Unidos, mas cujas reformas foram, por enquanto, “estéticas”.
Segundo Franco, se McCain vencer as eleições de novembro, manterá o embargo atual “com algumas pequenas mudanças”.
Entre elas, mencionou o aumento da ajuda aos dissidentes e ao crescente movimento cívico na ilha e um maior esforço para permitir um melhor acesso à informação.
O assessor republicano se mostrou reticente a alterar o atual sistema para que os cubanos americanos enviem ajuda a suas famílias, com o argumento de que levantar os limites auxiliaria o regime castrista.
Um Governo americano sob o comando de McCain, acrescentou, encorajaria a concessão de vistos, mas com um sistema de comprovação rígido para evitar que “agentes do regime castrista manipulassem o processo” ou que cidadãos americanos tentassem fazer negócios em Cuba.
Uma nova Administração republicana também manteria a atual Comissão de Assistência para uma Cuba Livre, criada em 2003 pelo Governo do presidente George W. Bush, disse Franco, que se mostrou muito crítico à declarada disposição de Obama em se reunir com Raúl Castro.
Por sua vez, Restrepo afirmou que um Governo democrata em Washington permitiria aos parentes americanos dos cubanos enviar ajuda aos familiares e levantaria as restrições atuais ao montante de dinheiro que pode ser enviado e ao número de visitas à ilha.
Obama também quer aumentar a ajuda aos dissidentes em Cuba, “mas devemos garantir que essa assistência chegue a eles, e não fique em nossa margem”, destacou.
Neste sentido, o assessor democrata ressaltou que Obama reforçaria os fundos para “Radio Martí”, a emissora que transmite à ilha desde Flórida, mas deixaria de lado a “TV Martí”, a qual considerou “um desperdício de dinheiro”.
Além disso, enviará uma “mensagem direta e clara” ao regime castrista de que, se quer verdadeiramente abrir um diálogo, deve “pôr em liberdade os presos políticos”.
“Então nós iniciaríamos o processo para começar uma normalização das relações”, segundo Restrepo.
Obama se declarou disposto a uma reunião com Raúl Castro no lugar e momento que o candidato democrata escolher e após uma série de preparativos exaustivos.
Isso não representa uma “recompensa” a um regime ditatorial, afirmou o assessor democrata, que insistiu em que não devem “ter medo de usar uma das armas mais poderosas, o poder da Presidência dos EUA”.
Restrepo defendeu também o levantamento, durante 90 dias, das restrições para a ajuda aos parentes em Cuba depois da passagem do furacão “Ike” esta semana, que devastou a ilha.
“É uma medida pragmática, um modo muito mais drástico de ajudar as pessoas em um momento de sofrimento extremo”, sustentou.
A campanha presidencial americana, que gerou um enorme interesse no mundo, incluindo na própria Cuba, está tecnicamente empatada, segundo as pesquisas, entre McCain e Obama.