O país começa amanhã oficialmente a campanha para as eleições presidenciais de outubro, que iniciará com um cenário absolutamente polarizado e com Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) empatados nas intenções de voto.
As eleições que sucedem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometem ser as mais apertadas da história e serão as primeiras, desde 1989, nas quais Lula não será candidato.
Como herdeira de seu legado político, Lula escolheu Dilma, uma economista de 62 anos que em seu Governo ocupou cargos de ministra de Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil.
A oposição optou por José Serra, ex-governador e prefeito de São Paulo, ex-ministro do Planejamento e Orçamento, ministro da Saúde e que já foi derrotado por Lula nas presidenciais de 2002.
As últimas pesquisas mostram uma dura luta pelos votos e dizem que tanto Dilma como Serra começam a campanha com intenções de voto próximas a 40%.
O terceiro lugar na preferência do povo é de Marina Silva (PV), que foi ministra do Meio Ambiente durante os primeiros seis anos de gestão de Lula e abandonou o Governo e 30 anos de militância no PT por suas diferenças com Dilma. As pesquisas lhe atribuem intenções de voto de cerca de 10%.
Além de Dilma, Serra e Marina, outros nove aspirantes à Presidência inscreveram suas candidaturas, que em conjunto não chegam a somar mais de 2% de intenções de voto nas pesquisas.
A partir de amanhã, os milhares de candidatos do país poderão, segundo a lei eleitoral, organizar comícios e todos os tipos de atos nas ruas, assim como divulgar propaganda através da internet, que com cerca de 60 milhões de usuários no Brasil pode ser uma poderosa ferramenta de campanha.
No entanto, os analistas acham que o principal meio de difusão será ainda a televisão, único com cobertura nacional e no qual os candidatos só poderão apresentar suas propostas a partir do dia 17 de agosto.