O Governo colombiano e os representantes dos caminhoneiros chegaram nesta quinta-feira a um pré-acordo que pode pôr fim nas próximas horas à greve no setor, que já dura 15 dias e deixa milionárias perdas em todos os âmbitos da economia do país andino.
Após este pré-acordo, os caminhoneiros desbloquearam vários pontos em Bogotá, enquanto em outras partes do país afastaram seus veículos permitindo que o trânsito se normalize.
Desta forma, já podem circular normalmente em Bogotá os ônibus da Transmilenio, um sistema de transporte em massa.
Ainda assim, o diretor operacional da Associação Colombiana de Caminhoneiros (ACC) assinalou a jornalistas que “a greve continua apesar dos desbloqueios”.
O princípio de acordo foi alcançado após horas de intensas negociações entre o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, e os porta-vozes da ACC Pedro Aguilar e Ricardo Virviescas.
Durante os quatro últimos dias as ações dos grevistas se endureceram, o que levou ao bloqueio de pontos sensíveis de Bogotá para forçar o diálogo.
Segundo a imprensa local, o pré-acordo prevê que o Executivo irá retirar os decretos que entrariam em vigor no final do mês para extinguir a tabela de tarifas de fretes, um dos principais pontos de oposição dos grevistas.
Além disso, o Governo afirma que levará em conta o aumento dos preços dos combustíveis e os custos operacionais, entre outros assuntos reivindicados pelos caminhoneiros.
Enquanto um acordo definitivo é negociado, o Governo manterá a tabela de fretes vigente e, através do Ministério das Relações Exteriores colombiano, regulará o transporte internacional de carga pesada.
As perdas econômicas pela greve no setor são milionárias, as mercadorias se acumulam nos portos, os empresários que abastecem mercados nacionais e internacionais não podem completar com suas entregas e o preço dos alimentos chegou a ter alta de 50% em alguns casos.