O presidente dos Estados Unidos, store George W. Bush, dirá hoje, em seu discurso de despedida à nação, que a posse de Barack Obama em 20 de janeiro será “um momento de esperança e orgulho” para o país.
No pronunciamento, que teve alguns trechos divulgados pela Casa Branca, Bush também vai agradecer o país por ter lhe permitido ocupar a Presidência durante oito anos.
Além disso, como fez em quase toda aparição pública nos últimos meses, o presidente em fim de mandato passará em revista o seu legado e destacará o fato de que os EUA não sofreram nenhum outro atentado desde os ataques de 11 de setembro de 2001, que marcaram o início de suas duas Administrações.
“Nosso país está equipado com novas ferramentas para supervisionar os movimentos terroristas, congelar seu financiamento e destruir suas tramas”, dirá Bush, que também vai declarar: “Com firmes aliados do nosso lado, levamos a luta ao território dos terroristas e daqueles que os apóiam”.
Ao comentar algumas críticas a seu Governo, como as feitas à guerra no Iraque e à aprovação de um programa de escutas telefônicas, Bush afirmará que suas decisões geraram “um debate válido”, mas que “não pode haver um debate sobre seus resultados”.
Os EUA “passaram mais de sete anos sem um novo atentado terrorista”, lembrará.
No discurso, Bush também vai citar como feitos de sua Administração a “promoção da liberdade e dos direitos humanos no mundo”, o aumento dos fundos contra a aids na África, a reforma do sistema educacional e a redução dos impostos.
Embora vá reconhecer erros e “coisas que faria de maneira diferente se pudesse”, o presidente insistirá que “sempre” agiu “levando em conta o que mais convinha” para os EUA e de acordo com sua consciência.
“É possível que vocês não concordem com algumas decisões difíceis que tomei. Mas espero que concordem que estive disposto a tomar decisões difíceis”, dirá.
Bush, que em seu discurso vai desejar sucesso a Obama, “um homem cuja história reflete a promessa duradoura de nossa terra”, terminará o pronunciamento com uma advertência de que a ameaça terrorista continua existindo.
“Nossos inimigos são pacientes e estão decididos a atacar de novo”, avisará, antes de recomendar que ninguém “baixe a guarda”.
Os EUA, concluirá o governante em fim de mandato, “devem manter sua clareza moral”.