A medida dá a governos estaduais, regionais e municipais a possibilidade de se desfazerem de seus investimentos no Sudão em setores como o do petróleo, da produção elétrica, da mineração e de equipamentos militares, informou o presidente em comunicado.
“Compartilho da preocupação do Congresso americano com a violência contínua em Darfur, perpetrada pelo Governo sudanês e pelos grupos rebeldes”, acrescenta Bush na nota.
O chefe da Casa Branca indica que sua administração continuará fazendo “os esforços para trazer melhorias contínuas à situação na qual se encontra o Sudão através de sanções contra o Governo sudanês, de esforços diplomáticos e do apoio a uma missão de paz”.
A assinatura desta lei chega após a renúncia, em 21 de dezembro, do enviado especial dos Estados Unidos ao Sudão, Andrew Natsios. Ele tinha assumido o cargo em setembro de 2006 e será substituído pelo advogado e ex-diplomata Richard Williamson.
Fontes da diplomacia revelaram então que, nas últimas semanas, Natsios tinha dito que estava frustrado com a lentidão dos esforços para a criação de uma força de paz no Sudão. Em maio deste ano, o presidente dos Estados Unidos impôs novas sanções ao país africano devido ao conflito em Darfur.
O Departamento do Tesouro americano informou na época que tinha imposto sanções a 30 empresas de propriedade ou controladas pelo Governo do Sudão e a uma companhia que violou o embargo de armamento em Darfur
Já no dia 25 de setembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que autorizava uma “presença multidimensional”, policial e militar, ao redor de Darfur, para ajudar a proteger os civis.