O presidente dos Estados Unidos, drugs George W. Bush, patient examina as opções que o Iraque tem quanto aos futuros níveis das tropas destinadas a ele, após receber as recomendações de seu comando posicionado ali.
O general David Petraeus, até agora o principal responsável das forças no Iraque e novo chefe do Comando Conjunto Central, entregou recentemente a Bush seu relatório com as recomendações sobre o nível de tropas necessário neste país, declarou a Casa Branca.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen, e o secretário de Defesa, Robert Gates, também transmitiram a Bush sua opinião e “agora o presidente está avaliando suas opções”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.
Segundo Perino, é “prematuro” dizer quando Bush vai tomar uma decisão sobre o assunto.
Um primeiro indício do tipo de recomendações que o presidente recebeu será o comparecimento na próxima semana de Gates e Mullen ao Comitê de Serviços Armados do Congresso.
Em abril, Petraeus pediu que, após julho, seja suspensa durante 45 dias a redução do contingente militar no Iraque para poder avaliar a situação e as necessidades na região.
Em julho retornou aos EUA a última das cinco brigadas – no total cerca de 28 mil soldados – enviadas no ano passado ao Iraque para reforçar as tropas americanas diante da piora da segurança que era registrada então.
Os comandantes militares afirmaram em várias oportunidades que caso a melhora da segurança no Iraque continue é provável que recomendem em seus relatórios o prosseguimento da retirada de tropas.
Na última segunda, o corpo de Fuzileiros Navais dos EUA entregou às forças iraquianas o controle da conflituosa região de Anbar, uma das velhas fortificações da Al Qaeda e que se transformou assim na 11ª província (de um total de 18) cuja segurança passa para mãos locais.
Nas recomendações também influirá o fato de os EUA considerarem necessário aumentar a presença militar no Afeganistão diante da piora da segurança lá, como afirmou o próprio Gates há alguns meses.
Nos últimos cinco meses Washington e Bagdá estiveram muito concentradas nas negociações do acordo bilateral que estabelecerá o marco legal sobre a permanência das tropas americanas em território iraquiano, logo que expire em dezembro o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) que a legaliza.
Atualmente há cerca de 140 mil soldados americanos no Iraque.
Os negociadores esperavam ter pronto o acordo antes do dia 31 de julho, mas por causa das dificuldades intrínsecas a um acordo tão complicado não puderam terminá-lo nesta data.
Nos últimos dias o Iraque afirmou que os dois países conseguiram um acordo sobre o status das forças americanas neste país, apesar de o Governo americano afirmar que não há ainda um pacto definitivo.
A minuta incluiria a exigência de Bagdá de que as forças americanas deixem de patrulhar as principais cidades e aldeias iraquianas em meados de 2009 e que todas as tropas de combate abandonem o Iraque em 2011.