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Mundo

Bush diz que Irã nuclear seria <i>incrivelmente perigoso</i> para o mundo

Arquivo Geral

10/06/2008 0h00






O presidente americano, medical George W. Bush, afirmou hoje que um Irã com armas nucleares seria “incrivelmente perigoso para a paz mundial”, mas se mostrou disposto a continuar trabalhando por uma solução pacífica do conflito.


Bush, em entrevista coletiva após uma cúpula com os principais líderes da União Européia (UE), apoiou a viagem que o alto representante de Política Externa e Segurança Comum do bloco, Javier Solana, realizará a Teerã dentro de poucos dias para tentar reabrir as negociações nucleares com o regime islâmico.


A UE e os EUA indicaram nesta cúpula sua disposição em aumentar as sanções contra o Irã se este país não cumprir seus compromissos internacionais e renunciar a suas atividades nucleares.


“Esperamos que o Irã cumpra as obrigações sobre suas atividades nucleares, incluindo a suspensão completa e verificável de seu enriquecimento” de urânio, afirma a declaração conjunta da cúpula.


Bush afirmou que chegou o momento da “diplomacia forte”, e de que o “grupo dos seis” (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) envie “uma mensagem firme” a Teerã para que coopere com a comunidade internacional e seja sincero, e coloque fim às obstruções sobre suas atividades atômicas.


Lembrou que o Irã não foi sincero com a AIEA em suas atividades de enriquecimento de urânio, e “não é possível confiar” no regime desse país nesse aspecto.


O presidente do Conselho da UE, o primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa, indicou a urgência de conseguir um acordo para reduzir as emissões de CO2, e para isso insistiu na importância de que os EUA se unam à colocação européia.


“Sem a liderança da UE e dos EUA, não será possível conseguir um acordo” mundial, afirmou Jansa.


Bush também falou de Cuba, e afirmou que, se o Governo de Raúl Castro “é diferente”, deveria mostra isso colocando em liberdade os prisioneiros políticos.


O presidente americano, em sua última cúpula com a UE antes de deixar o cargo, em janeiro de 2009, reconheceu que “há problemas” na relação entre Washington e Bruxelas, mas insistiu em que “há mais coisas que nos unem do que nos separam”.


“Não vamos deixar que essas diferenças nos separem de forma permanente”, disse Bush, que, em seu segundo mandato, voltou a uma política multilateralista, frente ao unilateralismo de seus primeiros quatro anos na Casa Branca.


 

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