“Isto é desumano. Nós estamos diante de uma situação intolerável causada por um desastre natural”, declarou Brown à “BBC”.
O premiê britânico lamentou que o desastre tenha se transformado em “uma catástrofe provocada pelo homem devido ao tratamento negligente e desumano dado ao povo birmanês por um regime que não faz nada e não permite que a comunidade internacional faça”.
Segundo o líder trabalhista, “a responsabilidade recai no regime birmanês e é ele quem deve prestar contas” da tragédia.
A Junta Militar afirma que 78 mil pessoas morreram na passagem do ciclone, mas a Cruz Vermelha aumenta esse número para 128 mil e a ONU para 100 mil.
As Nações Unidas tentam convencer o Governo de Mianmar a mudar de atitude diante das críticas internacionais a sua inadequada operação de ajuda aos milhões de desabrigados do ciclone “Nargis”.
A distribuição de ajuda internacional foi obstaculizada pelas restrições impostas pela Junta Militar que governa o país há mais de quatro décadas, que também limitou o número de vistos outorgados aos voluntários estrangeiros.
O Reino Unido doou até o momento 17 milhões de libras (21,25 milhões de euros) em ajuda humanitária para as vítimas do ciclone.