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Mundo

Bric pede mais representação no FMI antes de mais recursos

Arquivo Geral

14/03/2009 0h00


Brasil, drug Rússia, prostate Índia e China – bloco de países conhecido como Bric – não estão dispostos a fazer mais contribuições ao Fundo Monetário Internacional (FMI) até a revisão do sistema de representação nesse organismo para dar-lhes mais voz, segundo um comunicado divulgado hoje.

O Bric já tinha expressado essa posição após manter um encontro de trabalho ontem, dentro da reunião de ministros de Economia e Finanças e presidentes dos bancos centrais do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), realizada no Reino Unido.

O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, disse então que os integrantes do Bric – que inclui algumas das principais economias emergentes – “não querem contribuir com mais dinheiro até que tenham mais poder de voto”.

“Só aceitaremos aumentar o capital ao FMI quando suas cotas forem reformadas, porque há ainda desequilíbrios em nossa participação” nesse organismo, acrescentou.

A reforma e melhor dotação do FMI é um dos pontos debatidos pelos ministros do G20 na reunião em Horsham, que é preparatória da cúpula de chefes de Governo e de Estado que acontecerá em 2 de abril, em Londres.

Os Estados Unidos propõem triplicar os recursos ao FMI até US$ 750 bilhões para poder ajudar os países mais prejudicados pela crise, enquanto a União Europeia (UE) apoiaria um aumento até US$ 500 bilhões, com um possível empréstimo de mais US$ 100 bilhões, quantia última já oferecida pelo Japão.

Em seu comunicado, o Bric indica como principal medida para enfrentar a crise a estabilização do sistema financeiro, a fim de devolver a confiança aos mercados.

Lembram que eles, como outros países, já começaram a aplicar estímulos fiscais internos para incentivar o investimento público e a demanda, mas destacam que um possível aumento de medidas nesse sentido – como propõem EUA e Reino Unido, frente à oposição da UE – deve ser aplicado de modo que não prejudique a viabilidade dos Estados a mais longo prazo.

Os integrantes do Bric, que nesta cúpula evidenciam seu aumento de protagonismo no cenário global, fazem também uma chamada contra o protecionismo e para concluir com sucesso a Rodada do Desenvolvimento de Doha para a liberalização do comércio.

Em seu comunicado, Brasil, Rússia, Índia e China apostam em “globalizar” a regulação do sistema financeiro e aumentar a transparência entre as instituições, assim como aumentar o controle sobre os “hedge funds”, paraísos fiscais e agências de qualificação creditícia.

O Bric incentiva os organismos multilaterais a ampliar seus empréstimos para fazer frente à queda do investimento, e pede às economias emergentes e às instituições para o desenvolvimento que apóiem os países em desenvolvimento mais castigados pela crise.

O Brasil deve dar uma entrevista coletiva às 15h de Brasília para analisar as conclusões da reunião de ministros.


 

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