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Mundo

Brasileiros são presos por extorquir empresários em nome da ETA

Arquivo Geral

17/01/2008 0h00

A polícia espanhola desarticulou uma quadrilha que supostamente extorquia empresários usando o nome da organização separatista basca ETA (Pátria Basca e Liberdade), information pills prendendo ainda cinco pessoas, mind entre eles dois brasileiros e dois dominicanos, sale segundo informaram hoje fontes ligadas à investigação.

No último dia 7, três empresários denunciaram à Polícia o recebimento de uma carta, com selo da ETA, datada de 2 de janeiro, e nos dias seguintes denúncias similares foram feitas em todo o país.

As cartas, que continham ameaças pessoais, exigiam o pagamento de quantias de US$ 22.050 a US$ 73.500, assim como instruções para que os valores solicitados fossem saldados e um número de telefone celular para o qual o empresário deveria ligar.

Se em um prazo de 24 horas não houvesse resposta, a carta assinalava que seriam usadas “as medidas que a ETA decidir aplicar contra o senhor, seus bens e familiares, que estarão se convertendo em alvo de nosso braço armado”.

As autoridades descartaram a participação da ETA desde o começo da investigação, porque as cartas apresentavam notáveis diferenças com relação às enviadas pelo grupo terrorista.

No dia 15 de janeiro foi combinada uma entrega de dinheiro no centro de Madri, depois que investigadores participaram de negociações em nome de duas empresas que colaboraram com as autoridades.

Os policiais, nesta ocasião, prenderam dois brasileiros que cobraram a quantia.

Após a detenção dos brasileiros, foi identificado um homem que trabalhava na importação de produtos eletrônicos procedentes da China e residente na República Dominicana, localizado pelos agentes e detido junto com outras duas pessoas, em Madri.

Nas investigações realizadas nos imóveis de propriedade do dominicano, a Polícia apreendeu o telefone utilizado para as ligações, além de material de informática, selos, cartas e uma agenda com os telefones de muitas das empresas que estão entre as extorquidas.

Até o momento, nenhuma prova indica envolvimento ou colaboração da ETA com os detidos, embora a investigação siga aberta, segundo indicaram fontes policiais.

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