O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, reiterou hoje a plena disposição do Governo em colaborar em novas ações de libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“Se houver uma solicitação do Governo colombiano e um acordo com as Farc, estudaremos com simpatia essa hipótese”, declarou Marco Aurélio durante o 4º Congresso Nacional do PT, realizado em Brasília.
Segundo ele, todas as iniciativas que possam colaborar com a paz terão o apoio do Governo. O Brasil se prepara para contribuir com a logística da operação de libertação dos militares Pablo Emilio Moncayo e Josué Daniel Calvo, e de entrega do corpo do capitão Julián Guevara.
Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que também participou do congresso do PT, se recusou a comentar as negociações em andamento com o Governo colombiano.
Sequestrado em dezembro de 1997, o sargento Moncayo é o refém mais antigo em poder das Farc. O soldado Josué Daniel Calvo foi capturado em abril do ano passado.
O major da Polícia Julián Guevara morreu em cativeiro em janeiro de 2006, oito anos depois de ser capturado pela guerrilha colombiana.
As Farc anunciaram em abril do ano passado a libertação unilateral dos dois reféns, dos 23 que dizem ter em seu poder – o Governo colombiano afirma que são 24.
O Brasil participou no ano passado da operação humanitária que permitiu a libertação de dois políticos, três policiais e um militar. Na ocasião, forneceu dois helicópteros e as tripulações.