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Brasil quer colaborar para resolver questão nuclear, diz Irã

Arquivo Geral

04/01/2010 0h00

O Brasil mostrou disposição em colaborar com o Irã na troca de combustível nuclear, assegurou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.


Em declarações à agência de notícias local “Ilna”, o porta-voz, que destacou que Japão e Turquia também querem ajudar no processo, disse que seu país prepara novas medidas para o caso de se chegar à data limite sem um acordo para o fornecimento ao Irã.


“A data limite dada aos países ocidentais para que enviem o combustível nuclear evidencia que as atividades de nosso país são pacíficas e desamarra o assunto de questões políticas. Queremos que o programa nuclear caminhe pelo caminho legal”, explicou.


Grande parte da comunidade internacional acusa o Irã de ocultar, sob um programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas, o que é negado por Teerã.


O conflito se agravou no final do ano passado depois que o regime iraniano rejeitou uma proposta de Estados Unidos, França e Rússia para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo mais tarde enriquecido a 19,5%, nas condições que diz serem necessárias para seu reator civil em Teerã.


Desde então, o Irã ofereceu várias alternativas e advertiu que conseguirá o combustível “por seus próprios meios” caso não receba uma resposta da comunidade internacional dentro de um mês.


Uma dessas opções poderia ser intercambiar combustível nuclear na Turquia.


Além disso, decidiu reduzir ao mínimo sua cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), depois que o conselho da entidade aprovou, por uma grande maioria, uma resolução de condenação ao Irã pela falta de transparência de seu programa nuclear.


A esse respeito, Mehmanparast ressaltou que a situação continuará assim por enquanto.


“O Irã se comprometeu a aplicar suas obrigações com a AIEA ao nível mínimo, e não vê razão alguma para ir à frente do estrito”, disse.

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