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Mundo

Brasil pede resposta consensual da ONU para encerrar crise na Síria

Arquivo Geral

02/08/2011 20h46

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, defendeu nesta terça-feira que o Conselho de Segurança das Nações Unidas busque uma resposta consensual para encerrar a crise na Síria e reiterou sua “indignação” com a violenta repressão dos últimos dias contra os protestos civis no país árabe.

“Expressamos ontem, em nota à imprensa, nossa indignação com esses acontecimentos recentes. Instamos o governo sírio a cumprir o que eles próprios prometeram: reformas com sentido de urgência”, disse o ministro, citado pela “Agência Brasil”.

O chefe da diplomacia brasileira acrescentou que quando as posturas estipuladas no marco da ONU são adotadas por consenso “têm muita mais força”, depois de se reunir com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, António Guterres.

O Reino Unido e o Brasil, que ocupa um assento temporário no Conselho, querem apresentar um texto pedindo que o organismo de segurança da ONU condene de forma unitária as medidas de repressão contra os manifestantes, que há meses reivindicam reformas democráticas no país.


“Estamos privilegiando neste momento a coordenação do Ibas (a Índia, Brasil e África do Sul) e negociando termos de transferência para uma gestão conjunta dos três países com as autoridades de Damasco”, disse Patriota.

O ministro acrescentou que o objetivo é instar ao Governo sírio a realizar reformas estruturais no menor prazo possível, ao tempo que disse que a violência praticada nos últimos dias, “que resultou em mortes em uma escala inteiramente inaceitável” deve ser objeto “de uma reação que ponha fim a esse processo”.

O Conselho de Segurança da ONU não foi capaz em mais de dois meses de se pronunciar sobre a crise na Síria, apesar do pedido de condenação de inúmeros países e do próprio secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, que pediu em diversas ocasiões uma condenação unitária.

As últimas medidas exercidas pelo Governo de Bashar al-Assad contra os manifestantes se agravaram nos últimos dias e deixou pelo menos 120 mortos. 

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