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Mundo

Brasil envia terceiro voo humanitário à Venezuela

A operação leva medicamentos e insumos médicos para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos no país vizinho

Redação Jornal de Brasília

27/06/2026 10h37

fab venezuela

Foto: FAB

O Governo do Brasil enviará neste sábado, 27 de junho, um terceiro voo humanitário à Venezuela com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A decolagem está prevista para a tarde, a partir da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), em operação autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O envio integra o esforço internacional de resposta à emergência humanitária causada pelos terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). O conjunto de medicamentos é voltado para atendimento em situações de emergência e inclui antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com 111,8 mil medicamentos e insumos. Segundo o governo, o material pode garantir atendimento a cerca de 1.500 pessoas durante um mês, sem comprometer o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).

A mobilização brasileira é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O país afirma permanecer à disposição das autoridades venezuelanas e de organismos internacionais para ampliar o apoio humanitário, conforme as necessidades identificadas.

A primeira equipe brasileira enviada para apoiar a resposta aos terremotos decolou nesta sexta-feira (26), da Base Aérea de Guarulhos (SP), em aeronave KC-390 Millennium da FAB, e pousou às 23h40, no horário de Brasília, na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay. O segundo voo para a Venezuela também está previsto para este sábado (27), com hospital de campanha e purificadores de água.

Os terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, foram seguidos de cerca de 20 réplicas e provocaram destruição extensa, com desabamentos de edifícios em Caracas e outras cidades. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades venezuelanas nesta sexta-feira (26), ao menos 920 pessoas morreram e cerca de 2,9 mil ficaram feridas. A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e fez um apelo à comunidade internacional por assistência humanitária.

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