O cônsul-geral do Brasil no México, Márcio Araújo Lage, e o vice-cônsul, João Batista Zaidan Fernandes, estão na cidade mexicana de Reynosa, segundo a assessoria de imprensa do Itamaraty, de onde acompanham as investigações sobre a chacina de imigrantes na qual quatro brasileiros foram mortos.
Reynosa, que fica na fronteira com os Estados Unidos e próxima ao local do crime, está sendo utilizada como base do Governo mexicano para as investigações.
Além de Lage e Zaidan, também estão no estado de Tamaulipas, onde fica Reynosa, diplomatas de El Salvador, Honduras e Equador. De acordo com o Governo mexicano, todos eles viajaram até a região para ajudar na identificação das 72 vítimas da chacina.
Os diplomatas são dos países dos quais seriam os imigrantes mortos, segundo o único sobrevivente do massacre, um equatoriano.
Até agora não se sabe as identidades dos assassinados, que, segundo o sobrevivente, eram imigrantes que tentavam chegar aos EUA e foram vítimas do cartel do narcotráfico Los Zetas.
Identificar os corpos “não será uma tarefa fácil, nem imediata”, disse à Agência Efe o embaixador salvadorenho no México, Hugo Carrillo.
Devido às informações da testemunha, que foi baleada na garganta e está internada, forças da Marinha do México seguiram na terça-feira para a comunidade de San Fernando, em Tamaulipas, onde um confronto armado terminou com as mortes de um militar e três criminosos.
Depois do tiroteio, as autoridades encontraram em um rancho próximo os cadáveres de 72 pessoas, 58 homens e 14 mulheres.
Calcula-se que, a cada ano, quase 300 mil imigrantes ilegais cruzam a fronteira sul do México com a intenção de chegar aos EUA. Muitos deles são vítimas de extorsão, roubo, estupro e sequestro.