A logística do resgate de reféns nas mãos da Farc (Forças Revolucionárias da Colômbia) “será a mesma” se forem seis ou dez os libertados, disseram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes oficiais brasileiras.
A operação seria similar a outras nas quais já participaram as Forças Armadas brasileiras em solo colombiano, informou um porta-voz oficial, que reiterou que o governo de Dilma Rousseff se mantém disposto a cooperar em “tudo que esteja ao seu alcance” para a libertação de reféns.
A fonte, que pediu anonimato, explicou que tudo que está relacionado com o resgate, desde uma possível data até o andamento das negociações para concretizar a libertação, “está nas mãos do governo colombiano” e que o Brasil “não comentará detalhes”, dado o caráter delicado dessa operação.
Há dez dias, o Brasil já havia reiterado sua plena disposição em cooperar com a Colômbia na libertação de pelo menos seis reféns em poder das Farc.
Neste domingo, o Secretariado do Estado-Maior Central do grupo rebelde anunciou que decidiu banir os sequestros de suas práticas e que libertará quatro militares e seis policiais que ainda mantém como reféns.
Segundo fontes consultadas pela Efe, essa diferença de pessoas não afetaria a operação de resgate, que incluiria a participação de dois helicópteros brasileiros, com suas correspondentes tripulações.
Como ocorreu em resgates anteriores, os aparelhos seriam pintados de branco e estariam identificados com o símbolo da Cruz Vermelha, cujo pessoal também participaria da operação.
Além disso, como nas outras operações das quais o Brasil participou, seriam empregados dois helicópteros Cougar 532UE, que têm capacidade para transportar 25 pessoas cada um.