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Brasil denuncia detenção de brasileiras em flotilha rumo a Gaza

Itamaraty e governos de outros países pediram a libertação dos ativistas detidos por Israel em águas internacionais.

Redação Jornal de Brasília

19/05/2026 16h40

Foto: gazafreedomflotilla/Instagram/Arquivo

Foto: gazafreedomflotilla/Instagram/Arquivo

Três brasileiras estão entre os detidos pela Global Sumud Flotilha (GSF) transportados por forças de Israel nesta segunda-feira (18), segundo a notícia. Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estavam em alto-mar e foram levadas à Palestina ocupada.

De acordo com o movimento, os navios têm sido barrados em águas internacionais, em ações descritas como uma tentativa de impedir a ajuda à população de Gaza. A GSF afirmou que há preocupação com a segurança física e o bem-estar dos detidos, mencionando depoimentos sobre sequestro ilegal de participantes em águas internacionais e citando padrões de tortura, abuso físico grave e violência sexual invasiva.

Nesta segunda-feira (18), o Itamaraty publicou mensagem conjunta com os governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, classificando como “arbitrária” a detenção dos ativistas e como “catastrófico” o sofrimento dos palestinos. Na nota, os países pediram a libertação dos detidos e defenderam o respeito ao direito internacional e ao direito internacional humanitário.

Os ministros também afirmaram que os repetidos ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas refletem desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação, e conclamaram a comunidade internacional a assumir responsabilidades legais e morais, garantir proteção a civis e missões humanitárias e adotar medidas concretas para pôr fim à impunidade.

A notícia informa ainda que Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly, também foi detida. O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda disse que vai se envolver no caso, junto à Embaixada do país em Israel, exigindo a soltura imediata e suporte aos cidadãos irlandeses implicados.

Com informações da Agência Brasil

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