Bombardeios russos deixaram três mortos na Ucrânia, entre eles uma menina de 8 anos, anunciaram as autoridades ucranianas nesta sexta-feira (19).
Na região de Dnipropetrovsk (centro-leste), a Rússia atacou três distritos com artilharia e drones, anunciou o comandante regional, Oleksander Ganja, no Telegram.
Os bombardeios atingiram a cidade de Pavlogrado, onde “uma menina de oito anos” morreu e uma mulher de 49 anos ficou ferida, segundo o comandante.
Na região de Odessa, no sul, um homem morreu em um ataque russo contra um estacionamento de caminhões, informou o governador, Oleg Kiper.
Em sua conta no Telegram, ele publicou fotos que mostram destroços carbonizados de caminhões-tanque de gás e combustível, alguns deles ainda em chamas.
Em Kramatorsk, a principal cidade sob controle ucraniano na região de Donetsk (leste), bombardeios russos perto de um prédio residencial e de um estacionamento deixaram ao menos um morto e três feridos, segundo o responsável local, Vadim Filashkin.
As forças russas também bombardearam a cidade de Kharkiv, na região de mesmo nome na região nordeste da Ucrânia, e outras três localidades, segundo os serviços de resgate ucranianos, que relataram 10 feridos, quatro deles menores.
Os ataques ocorrem um dia depois de uma intensa ofensiva de drones ucranianos que provocou danos significativos na região de Moscou, incluindo um incêndio em uma das principais refinarias da capital.
Drones russos também atacaram dois barcos civis no Mar Negro na noite de quinta-feira (18), ações que deixaram um morto e cinco feridos.
“Após um ataque com drones russos contra embarcações civis no Mar Negro, um tripulante de um navio com bandeira panamenha morreu e outros dois marinheiros ficaram feridos, um deles em estado grave”, afirmou no Telegram o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksi Kuleba.
Três marinheiros de outra embarcação, que navegava sob bandeira de São Cristóvão e Névis, também ficaram levemente feridos, acrescentou o vice-premiê.
Os bombardeios ocorreram quando as embarcações “deixavam portos” ucranianos, disse o governador da região de Odessa, Oleg Kiper. Após o ataque, “retomaram a viagem”, acrescentou.
A região de Odessa e suas infraestruturas portuárias são alvos frequentes da Rússia desde o início de sua invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
A invasão se tornou o pior conflito armado em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial e deixou milhares de mortos nos dois lados.
AFP