Pelo menos dois palestinos morreram e 20 ficaram feridos nos bombardeios de Israel nesta sexta-feira na Faixa de Gaza em represália ao atentado de quinta-feira em Eilat, enquanto mais de dez israelenses ficaram feridos pelos foguetes disparados nas últimas horas do território palestino.
Além disso, seis soldados egípcios morreram nas últimas 24 horas na Península do Sinai.
A onda de violência, que já deixou pelo menos 29 mortos, entrou em seu segundo dia e já é a pior desde a ofensiva israelense na Faixa de Gaza que teve início em dezembro de 2008.
Nesta sexta-feira, os céus de Gaza são sobrevoados por aviões e helicópteros israelenses, enquanto o sul de Israel voltou a ser alvo de foguetes.
A última vítima foi um miliciano de 22 anos, segundo a agência palestina “Wafa”, que era membro de um comando de lançadores de foguetes, afirmou o Exército israelense.
De manhã, um adolescente de 13 anos morreu por causa dos bombardeios em Gaza.
Fontes médicas citadas pela agência palestina disseram que outras 17 pessoas, principalmente mulheres e crianças, ficaram feridas nesse bombardeio.
Segundo outras testemunhas, um foguete foi lançado contra a casa de um chefe local do movimento islâmico Hamas e provocou um incêndio que se propagou com rapidez às casas vizinhas.
Outros bombardeios em Gaza foram dirigidos contra os túneis de contrabando na fronteiriça com Rafah. Desde então, um operário está desaparecido.
Algumas áreas da Faixa de Gaza ficaram sem energia elétrica nesta sexta-feira devido à explosão de uma bomba israelense perto de uma estação elétrica que fica próxima a um campo de refugiados.
Porta-vozes militares confirmaram os ataques contra “alvos terroristas” na Faixa de Gaza em resposta aos atentados de quinta-feira em uma estrada do sul de Israel, “de acordo com a política do Governo” do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de “cobrar um preço” dos que “derramam o sangue israelense”.
No total, oito israelenses morreram e mais de 30 ficaram feridos na quinta-feira em uma série de atentados em uma estrada que conduz à cidade de Eilat, um ataque cuja autoria ainda não foi reivindicada.
Em seguida, Israel atacou em Rafah a casa de um comandante dos Comitês Populares de Resistência, suposto responsável pelos atentados, segundo o Governo israelense, e matou cinco de seus comandantes e o filho de um deles.
De Ramala, o chefe das Relações Exteriores do Fatah chamou as ações de Israel de “crimes de guerra” e acusou Netanyahu de tentar “desviar a atenção” da crítica situação social e dos protestos em seu país.
Os bombardeios israelenses foram respondidos pelo Hamas e por outros grupos armados de Gaza com dezenas de foguetes que atingiram a cidade de Ashdod.
Muitos civis que saíram de uma sinagoga após escutarem uma explosão ficaram feridos, um deles em estado grave.
O serviço de notícias “Ynet” revelou que o grupo de alerta do Governo israelense formado por Netanyahu e sete ministros coincidiu na quinta-feira na necessidade “de reagir ao atentado (de Eilat), mas sem provocar uma escalada da violência”.
Segundo o Ynet, Israel mantém nas últimas horas contatos com o Egito e os Estados Unidos para evitar a deterioração da situação.
O Egito se viu plenamente envolvido na crise porque o grupo de terroristas passou por seu território e há suspeitas de que alguns dos sobreviventes ainda estejam na região fronteiriça, onde foi declarado estado de alerta máximo.
Na noite de quinta-feira, três militares egípcios morreram em uma explosão perto de onde foram registrados os atentados e outros dois que ficaram feridos morreram nesta sexta-feira.
Cairo afirmou que um avião israelense que perseguia dois supostos terroristas na fronteira entre os dois países tinha disparado um foguete e matado os cinco.
Apesar das mortes na região fronteiriça, os responsáveis egípcios afirmaram que o avião não cruzou a fronteira nem violou o espaço aéreo egípcio.
“Averiguaremos o sucedido de forma exaustiva e entregaremos nossas conclusões ao Egito”, assegurou à Efe um porta-voz militar.
Na manhã desta sexta-feira, uma mina explodiu na fronteira do Egito com Gaza sem deixar vítimas.
No entanto, outro militar morreu e dois ficaram feridos por disparos na mesma região, desta vez feitos por um grupo armado desconhecido.