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Bombardeio saudita no noroeste do Iêmen deixa 14 mortos, afirma canal ligado aos houthis

O posto de gasolina atingido fica na cidade de Hazm, na província de Jawf, na fronteira com a Arábia Saudita

Redação Jornal de Brasília

28/10/2026 10h21

Foto: Reprodução/ Redes socias

Pelo menos 14 pessoas morreram nesta quarta-feira (28) em um bombardeio saudita contra um posto de gasolina no noroeste do Iêmen, informou o canal Al Masirah, vinculado aos combatentes houthis pró-Irã.

Segundo a emissora, o bombardeio, atribuído às forças da Arábia Saudita, também deixou 10 feridos, “incluindo uma mulher e crianças”.

O posto de gasolina atingido fica na cidade de Hazm, na província de Jawf, na fronteira com a Arábia Saudita.

O bombardeio aconteceu um dia após uma série de ataques dos houthis contra o território saudita, incluindo ações contra a maior refinaria do reino e o Ministério da Defesa, em Riade.

Nesta quarta-feira, os combatentes pró-Irã pediram a evacuação imediata do aeroporto de Aden, cidade no sul do Iêmen onde está instalado o governo reconhecido pela comunidade internacional e apoiado pela Arábia Saudita.

Segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, havia no terminal “um avião cargueiro militar pertencente ao inimigo saudita, que transporta armas para matar os filhos do povo iemenita”.

Uma fonte policial disse à AFP que o complexo do aeroporto foi alvo de dois ataques, o primeiro antes do pedido de evacuação.

A retomada das hostilidades no Iêmen em julho, após quatro anos de pausa, abriu uma nova frente na guerra no Oriente Médio.

Uma frágil trégua alcançada em 2022 desabou em julho. Pouco depois, os houthis declararam um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e começaram a atacar seus navios, território e instalações petrolíferas.

Em setembro, com uma ofensiva relâmpago, eles tomaram território controlado pelo governo iemenita na costa do Mar Vermelho.

Desde o início de outubro, o movimento houthi ataca quase diariamente a Arábia Saudita. Diante da ofensiva, Riade buscou obter mais apoio internacional, mas os Estados Unidos, seu grande aliado, não responderam até o momento.

AFP

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