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Mundo

Bombardeio da Otan deixa 13 mortos no Afeganistão

Arquivo Geral

07/07/2011 7h58

 

Ao menos 13 pessoas, a maioria mulheres e crianças, morreram em um bombardeio da missão da Otan no Afeganistão (Isaf) registrado na província oriental de Khost, denunciou nesta quinta-feira à Agência o porta-voz do governador provincial, Mubraz Mohammed Zadran.

 

Entre os mortos há quatro meninas, quatro meninos e duas mulheres, detalhou Zadran, quem detalhou que as autoridades afegãs iniciaram uma investigação para determinar se houve morte de insurgentes da rede terrorista Haqqani, aliada aos talibãs.

 

Um porta-voz da Isaf confirmou à Efe o bombardeio, embora tenha informado que o mesmo ocorreu na terça-feira, e afirmou que as vítimas eram “membros da rede Haqqani e familiares deles”.

 

Por essa versão, as tropas estavam procurando um líder do grupo terrorista com base no Paquistão quando foram atacados com granadas e fogo de armas por um grupo de insurgentes escondidos em meio de árvores.

 

Este não é o único fato relacionado com civis conhecido nesta quinta-feira: poucas horas antes, a Isaf anunciou a abertura de uma investigação conjunta para identificar se ocorreram mais mortes em um bombardeio ocorrido na província sudeste de Ghazni.

 

Conforme comunicado da Isaf, suas forças observaram um homem colocando uma bomba na estrada e avisaram as forças aéreas que lançaram explosivos e mataram o suposto insurgente.

 

Mais tarde, no entanto, chegaram denúncias da morte de civis, por isso que as tropas internacionais e afegãs ordenaram a abertura de uma investigação sobre os fatos.

 

As mortes de civis são uma dos principais pontos de tensão entre as tropas internacionais e o Governo afegão.

 

Em 31 de maio, o presidente afegão, Hamid Karzai, chegou a dizer que as tropas estrangeiras serão consideradas “invasoras” se continuarem com os bombardeios contra imóveis da população civil em suas operações.

 

No Afeganistão estão atualmente 150 mil soldados das tropas internacionais, que fixaram para este mês o início da retirada do país, um processo que acabará em 2014.

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