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Mundo

Bolsas de NY fecham em baixa com aversão a riscos por guerra e terminam semana em queda

A continuidade da guerra no Oriente Médio amplia perspectivas de um petróleo em disparada por mais tempo

Redação Jornal de Brasília

13/03/2026 17h46

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Uma pessoa caminha perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street em 17 de março de 2025 na cidade de Nova York. (Foto de ANGELA WEISS / AFP)

São Paulo, 13 – As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, 13, encerrando uma semana com queda para os principais índices, marcada pela aversão a riscos. A continuidade da guerra no Oriente Médio amplia perspectivas de um petróleo em disparada por mais tempo, o que reflete temores pela atividade global. A inflação mais alta também gera expectativas por uma política mais restritivas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), com as projeções para novos cortes de juros sendo postergadas. Na próxima semana, o banco central tem reunião de política marcada, na qual é amplamente esperada uma decisão pela manutenção das taxas.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,25%, aos 46.559,83 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 0,61%, aos 6.632,21 pontos, e o Nasdaq encerrou com recuo de 0,93%, aos 22.105,36 pontos.

Na semana, o Dow caiu quase 2%, o S&P perdeu 1,6% e o Nasdaq recuou 1,26%.

“O S&P 500 está menos de 5% abaixo do seu pico de janeiro – o que significa que, apesar da combinação de notícias negativas – o conflito com o Irã, a alta dos preços da energia, a diminuição das expectativas de cortes de juros pelo Fed, a ansiedade em relação à inteligência artificial (IA) e a pressão sobre o crédito privado – a correção permanece relativamente pequena”, aponta o Swissquote.

Por sua vez, o banco aponta que é improvável que a perspectiva pessimista se reverta até que as tensões no Oriente Médio diminuam significativamente – e isso não parece estar nos planos por enquanto.

O Barclays ajustou nesta sexta sua previsão para novos cortes de juros pelo Fed, postergando os cortes projetados de junho para setembro e de dezembro de 2026 para março de 2027. Assim, o banco espera que o BC americano realize apenas um corte de 25 pontos-base (pb) este ano e outro no próximo. A mudança, segundo o Barclays, reflete principalmente uma revisão para cima da perspectiva para o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), além de riscos inflacionários crescentes devido à guerra.

O PCE subiu aquém da expectativa na comparação mensal e anual de janeiro, mas o núcleo superou as projeções na leitura anual. Já revisão do PIB do quarto trimestre mostrou expansão anualizada de 0,7%, bem mais modesta que a estimativa inicial de 1,4%.

Entre destaques negativos, a Adobe tombou 8% após o CEO da empresa de software, Shantanu Narayen, renunciar apesar de balanço trimestral melhor do que o esperado, enquanto a varejista do setor de beleza Ulta Beauty amargou queda de 14,2%, também em reação a resultados corporativos.

Estadão Conteúdo

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