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Bolsas da Europa fecham majoritariamente em alta e Milão renova recorde com impulso tech

O salto da STMicroelectronics impulsionou o FTSE MIB a máximas inéditas intraday e de fechamento em Milão

Redação Jornal de Brasília

02/06/2026 13h49

bolsa da europa

Foto: reprodução/ AFP

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 2, revertendo parte das perdas registradas na última sessão, em meio ao entusiasmo com inteligência artificial (IA). O salto da STMicroelectronics impulsionou o FTSE MIB a máximas inéditas intraday e de fechamento em Milão. Também continuaram no radar o noticiário geopolítico no Oriente Médio e sinalizações sobre juros na Europa.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,33%, a 10.373,51 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,46%, a 25.116,86 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,77%, a 8.209,09 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,61%, a 50.578,54 pontos, após renovar máxima histórica durante a sessão, a 50.581,86 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,48%, a 18.272,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,03%, a 8.958,45 pontos. As cotações são preliminares.

A STMicroelectronics – fabricante europeia de chips – saltou 15,1% em Milão, depois de elevar suas metas de receita com data centers. Somados ao recente rali global ligado a IA e semicondutores, os papéis da empresa italiana contribuíram com a alta de 3,3% do subíndice de tecnologia do Stoxx 600.

Investidores europeus ainda receberam alívio nos preços do petróleo, enquanto esperam maiores esclarecimentos sobre as tratativas para encerrar a guerra entre EUA e Irã.

No fronte macroeconômico, a inflação da zona do euro acelerou para 3,2% em maio na leitura preliminar, abaixo do previsto, mas o suficiente para manter expectativas de aperto pelo Banco Central Europeu (BCE) em junho, segundo o Nordea. Para o dirigente Olli Rehn (Finlândia), a perspectiva para a Europa em decorrência da situação geopolítica “não é boa” e um possível aumento de juros na reunião de junho deve ser visto como “uma medida de precaução”.

No mesmo sentido, no Reino Unido, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, avaliou que os eventos no Golfo são responsáveis pela disparada da inflação e que os eventos futuros “estão altamente imprevisíveis”.

Entre outros destaques no setor corporativo, a Abivax – empresa francesa de biotecnologia – despencou 43%, após relatar que vários pacientes em seu estudo clínico sobre colite ulcerativa desenvolveram câncer.

Estadão Conteúdo.

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