As bolsas europeias fecharam em forte alta nesta segunda-feira, 25, impulsionadas pela expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, em um movimento que derrubou os preços do petróleo e favoreceu ativos mais sensíveis ao crescimento econômico. O alívio sustentou o apetite por risco ao longo da sessão, em dia de liquidez reduzida devido aos feriados no Reino Unido e nos EUA. A bolsa de Milão renovou recordes históricos intradiários e de fechamento no pregão desta segunda-feira.
Em Frankfurt, o DAX subiu 2,03%, a 25.393,93 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,76%, a 8.258,26 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,43%, a 50.220,35 pontos, renovando marca inédita de fechamento. Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,34%, a 18.407,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,62%, a 9.223,83 pontos. A bolsa de Londres não operou por conta de feriado bancário no Reino Unido. As cotações são preliminares.
O índice pan-europeu Stoxx 600 operava em alta de 1,08%, a 631,88 pontos, aproximando-se de níveis vistos pela última vez no fim de fevereiro, antes de EUA e Israel lançarem ataques conjuntos contra o Irã, recorda a CNBC. O petróleo Brent chegou a cair mais de 5% após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que as negociações com Teerã estavam “prosseguindo de maneira ordeira e construtiva”.
O Irã, contudo, indicou que discussões sobre seu programa nuclear só ocorrerão após um eventual acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. Os rendimentos dos títulos da zona do euro também recuaram diante da redução das preocupações inflacionárias e das apostas em juros mais baixos.
Entre os destaques corporativos, a Delivery Hero disparou cerca de 11,7% após confirmar ter recebido uma proposta de aquisição da Uber que avalia a companhia em mais de 10 bilhões de euros.
Em contrapartida, petrolíferas europeias recuaram acompanhando a forte queda do petróleo. Repsol caiu cerca de 2,3% em Madri, Eni perdeu perto de 1,5% em Milão, enquanto TotalEnergies cedeu cerca de 1,4% em Paris e Galp, 1,1% em Lisboa. O setor recuou 0,15%.
Estadão Conteúdo.