As Forças Armadas da Bolívia realizam operações para evitar a exploração de ouro e madeira em territórios fronteiriços com Brasil e Peru, a fim de acabar com o contrabando na região, informou hoje uma fonte oficial.
O diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento de Macrorregiões e Fronteiras, Juan Ramón Quintana, disse em entrevista coletiva que as operações também foram realizadas para “exercer soberania plena sobre os recursos do Estado”.
Segundo o funcionário, os militares começaram sua tarefa nos rios amazônicos Orthon e Madre de Dios, no nordeste da Bolívia, onde a atividade ilegal com ouro é “impossível de calcular”.
As Forças Armadas capturaram na última semana 50 barcaças que operavam nesta região por sua atividade ilegal e outras receberam um prazo de 20 dias para legalizarem suas operações.
Calcula-se que cerca de 100 mineradores peruanos estariam agindo de forma ilícita na região, explorando o ouro na fronteira com o Peru, disseram fontes militares.
Além disso, também se estima que o mesmo número de brasileiros estariam fazendo o mesmo na fronteira com a Bolívia.
“Estamos cumprindo as tarefas de soberania e controle de recursos naturais, uma tarefa inédita na história. Fecharemos a fronteira a todas aquelas atividades ilegais que estão permitindo o saque dos recursos naturais do povo boliviano”, sustentou Quintana, ex-ministro da Presidência de Evo Morales.
Segundo a imprensa local, as Força Armadas também realizaram operações de controle no oeste do país, na fronteira com o Peru, na zona boliviana de Suches, para frear a exploração de ouro por parte de cooperativas de mineradores bolivianos e peruanos.
Os militares disseram também à imprensa que realizaram as operações em coordenação com vários ministérios, entre eles o de Exteriores, ao rejeitar versões vindas do Peru de que supostamente entraram em território peruano.