A companhia Transierra informou hoje que a Bolívia analisa usar outro gasoduto para restituir os envios de gás para o Brasil, drugs que tiveram redução de 10% devido a uma explosão que, segundo o Governo, foi causada por um atentado em um dos dutos da empresa.
O gerente comercial da Transierra, Jorge Boland, disse à Agência Efe que as empresas petrolíferas podem “repassar” os três milhões de metros cúbicos de gás reduzidos hoje a um duto operado pela empresa Transredes, nacionalizada em maio.
Os envios de gás boliviano desceram de 30 milhões a 27 milhões de metros cúbicos pela explosão produzida na válvula de um gasoduto situado entre os campos San Alberto e San Antonio, que fornecem a maioria da energia recebida por São Paulo.
O gasoduto afetado une o sul da Bolívia com o departamento de Santa Cruz onde se liga com o encanamento internacional que leva o gás para São Paulo.
“O gás que estava sendo transportado por nós agora tem que ser derivado para a Transredes”, afirmou Boland, ao ressaltar que essa operação será efetuada durante o tempo que durar o conserto da válvula danificada.
A Petrobras tem 44,5% de participação na Transierra, o mesmo percentual da empresa nacionalizada Andina, enquanto os 11% restantes ficam com a Total Bolivie, filial da franco-belga Total.
O conserto do gasoduto, segundo a YPFB, pode durar entre 15 e 20 dias, tempo durante o qual o Estado boliviano perderá US$ 8 milhões por dia.
Segundo a YPFB, o atentado custará ao Estado boliviano US$ 100 milhões pelo conserto e pelas multas que devem ser pagas ao Brasil pelo corte dos envios.
Boland indicou que, por enquanto, a empresa acredita que a causa da explosão é fruto de uma “manipulação humana”, mas, por enquanto, não tem um relatório final porque a válvula se encontra em uma zona isolada e remota.
“Neste momento há um incêndio na válvula”, situada 50 quilômetros ao norte da localidade de Yacuiba, fronteiriça com a Argentina, disse Boland.