O terrorista Osama bin Laden e o chefe do narcotráfico mexicano Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán lideram neste ano a lista dos dez fugitivos mais procurados do mundo, elaborada e divulgada hoje pela revista “Forbes”, na qual nenhum brasileiro é mencionado.
Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda, autora dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, é o principal foragido da Justiça americana pelo segundo ano consecutivo, devido ao êxito em fugir do que a “Forbes” considera “a maior perseguição humana da história durante oito anos”.
A revista destaca como as autoridades americanas não têm claro onde se esconde o homem mais procurado do mundo, e continuam oferecendo uma recompensa de US$ 25 milhões por qualquer pista sobre seu paradeiro, embora se acredite que Bin Laden viva em alguma região tribal do Paquistão.
Em segundo lugar, se encontra ‘El Chapo’ Guzmán, “o narcotraficante mais famoso do mundo e que é cada vez mais poderoso”, segundo a “Forbes”. Segundo a revista, nos últimos dois anos, ele ampliou seu controle no México sobre os corredores utilizados para introduzir cocaína e maconha nos Estados Unidos.
“Muitos dos rivais de Guzmán caíram ou se enfraqueceram devido à sangrenta guerra entre o Exército mexicano e os cartéis, que já causou milhares de mortes”, diz a publicação. Segundo ela, os EUA oferecem US$ 5 milhões por ‘El Chapo’, foragido desde 2001, quando escapou da prisão após a Justiça mexicana ter autorizado sua extradição aos EUA.
O gângster indiano Dawood Ibrahim fecha o pódio dos mais procurados. Terceiro colocado da lista, Ibrahim lidera o grupo mafioso D-Company, “envolvido em todo tipo de crime, desde narcotráfico até assassinatos seletivos”, que opera na Índia, Paquistão e Emirados Árabes Unidos.
Segundo a “Forbes”, ele tem fortes vínculos com a Al Qaeda e está por trás dos atentados de 2008 em Mumbai, onde se suspeita que sua organização já tenha cometido um sangrento ataque em 1993, quando morreram 257 pessoas.
“Estão armados, são perigosos e muito difíceis de capturar”, ressalta a revista no preâmbulo de uma lista repleta de “ladrões e pistoleiros que conseguiram evitar policiais, exércitos e organizações internacionais”, entre os quais se encontram também, nessa ordem, o russo Semyon Mogilevich, o italiano Matteo Messina Denaro e o uzbeque Alimzhan Tokhtakhounov.
Atrás deles, nesta ordem, aparecem no ranking Félicien Kabuga, um dos supostos cérebros do genocídio de 1994 em Ruanda; o líder rebelde ugandense do Exército de Resistência do Senhor, Joseph Kony; o mafioso americano James ‘Whitey’ Bulger; e o persa Omid Tahvili, líder de uma organização que opera no Canadá.
A “Forbes” lembra também que, desde que começou a elaborar o ranking com “os maiores criminosos do mundo” em 2008, nenhuma das figuras que incluiu foram julgadas e que só uma delas saiu da lista: Pedro Antonio Marín, fundador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que morreu em 2008 de ataque cardíaco.