O enviado especial das Nações Unidas para o Haiti, Bill Clinton, defendeu hoje todos os esforços encaminhados para uma reconstrução que permita ao Haiti ter sua própria economia.
Em sua opinião, é preciso “organizar o trabalho de modo que, independentemente do que aconteça no futuro, o Haiti seja um país com sua própria economia, ao qual eu voltarei como turista”, disse Clinton em declarações aos jornalistas depois de se reunir em Porto Príncipe com o presidente haitiano, René Préval, e com o primeiro-ministro, Jean-Max Bellerive.
“O que vou tentar fazer é preencher as lacunas no trabalho da comunidade internacional”, explicou o ex-presidente americano, ao defender que as tarefas se desenvolvam com o pensamento no futuro da nação caribenha, a mais pobre da América.
Ao falar das ações mais imediatas que empreenderá, Clinton declarou que um dos objetivos é tentar conseguir mais fundos para o programa Comida por Trabalho, da ONU.
Este projeto, que deu emprego para mais de 30 mil pessoas, paga um salário diário de US$ 5 aos haitianos que trabalham nas tarefas de remoção de escombros e reparação da infraestrutura pública.
Clinton disse esperar que 27 mil tendas de campanha cheguem ao país nos próximos sete dias e anúncio a chegada de 100 caminhonetes que permitirão melhorar a distribuição da ajuda.
“Estive em desastres deste tipo em todo o mundo e este é um dos piores que vi”, declarou o enviado das Nações Unidas, que visita o Haiti pela segunda vez desde o terremoto, embora esta seja a primeira ocasião em que o faz desde que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o encarregou de coordenar a ajuda.
Préval demonstrou satisfação com a visita de Clinton, com quem manteve “uma boa conversa” sobre a situação do país, e acrescentou que ambos são conscientes de que “a reconstrução não vai ser fácil”.