Os valores gastos com transporte de mercadorias na América Latina são quase o dobro do custo nos Estados Unidos, segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgado hoje, que alerta que este é um obstáculo para o desenvolvimento econômico da região.
Tanto as importações quanto as exportações latino-americanas custam mais por este motivo, o que torna seus produtos no mercado internacional menos competitivos.
Segundo o estudo, os altos preços do transporte na América Latina e no Caribe “solapam o comércio e têm um efeito prejudicial na produtividade de toda a economia” e impedem a expansão dos produtores mais competitivos.
Mais especificamente, aponta que os custos são 6,6% do valor das importações da região, quase o dobro dos 3,4% dos EUA.
Os dados publicados hoje fazem parte de um estudo, que o BID apresentará durante sua próxima reunião anual, que será realizada de 20 a 23 de março na cidade mexicana de Cancún.
Segundo o BID, “a falta de eficiência na infraestrutura em portos e aeroportos explica os cerca de 40% de diferença nas despesas de envio entre América Latina e EUA e Europa”.
Brasil e Chile calcularam que com um corte de 10 pontos percentuais destas despesas teriam um aumento da produtividade de suas fábricas de 0,5% e 0,7%, respectivamente.
“A redução dos custos do comércio deve ser uma prioridade para a região, sobretudo quando os países estão tentando consolidar sua posição econômica em um mundo que começou a sair de uma crise financeira”, considerou Blyde.