“Os reféns precisam de sua força. Faça-nos rapidamente o milagre de devolver-lhes a liberdade”, medical disse a ex-refém das Farc.
“Esperei tanto este momento”, disse Betancourt, que agradeceu a “Maria, querida” pela oportunidade de estar em Lourdes e pela liberdade recuperada.
Em 2 de julho, depois de mais de seis anos de cativeiro na selva, a ex-candidata à Presidência da Colômbia foi libertada junto com outros 14 reféns das Farc em uma operação do Exército colombiano.
Betancourt, que chegou ontem à noite a Lourdes com a mãe, os filhos e a irmã, foi hoje à gruta das aparições de Nossa Senhora por volta do meio-dia.
A franco-colombiana rezou vários Ave Maria pelos reféns e pela liberdade, junto com o bispo de Lourdes, Jacques Perrier, e colocou as mãos na parede da gruta, como fazem os peregrinos neste santuário, que celebra este ano o 150º aniversário das aparições de Nossa Senhora a Bernadette Soubirous.
Betancourt disse em várias ocasiões que sua libertação foi um “milagre” e explicou que Nossa Senhora foi “fundamental” para ela no cativeiro.
Segundo disse à imprensa desde sua chegada à França, há oito dias, no ambiente de “solidão espiritual” em que estava e cercada de “inimigos agressivos”, a “única pessoa” com quem podia “falar, interiormente, era Nossa Senhora”.
Após sua visita hoje à gruta, Betancourt deve dar uma entrevista coletiva e iniciar viagem de volta a Paris ainda hoje.