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Berlusconi e Prodi poderão depor sobre suposto seqüestro de imame pela CIA

Arquivo Geral

14/05/2008 0h00

O juiz de Milão Oscar Magi decidiu hoje admitir o chefe do Governo italiano, purchase Silvio Berlusconi, stuff e seu antecessor, Romano Prodi, como testemunhas no julgamento do seqüestro do imame Abu Omar.

No processo são acusados ex-responsáveis dos serviços secretos italianos e 26 agentes da CIA (agência central de inteligência dos Estados Unidos).

Às duas autoridades se somarão os ex-subsecretários de Estado com competências sobre os serviços secretos italianos, Gianni Letta e Enrico Micheli.

O depoimento dos quatro foi pedido pela defesa do ex-diretor dos serviços secretos militares (Sismi) Nicolò Pollari, envolvido no caso.

A decisão do juiz significa que Berlusconi pode ser o primeiro presidente do Governo italiano a depor sobre esse caso.

Em 19 de março, Magi retomou o processo, que estava suspenso desde junho de 2007.

Durante a sessão de hoje depôs Nabila Ghali, esposa do ex-imame. Ela contou como foram os dias que se seguiram ao seqüestro sem saber o que tinha acontecido, além do que foi dito por pessoas que costumavam freqüentar a mesquita.

O juiz do caso explicou que tinha decidido retomar o processo pois o Governo e a Promotoria começaram a dialogar para resolver o conflito sobre o segredo de Estado imposto a alguns documentos.

Por enquanto, foi fixada para 28 de maio a próxima sessão do julgamento, na qual está previsto o depoimento do atual chefe dos grupos antiterroristas em Milão, Bruno Megale.

Além dos 26 agentes dos serviços de inteligência americanos, que o tribunal de Milão declarou à revelia, por não se apresentarem ao processo, são acusados o último responsável da CIA na Itália Jeff Castelli e seu emissário em Milão, Robert Seldon Lady.

Abu Omar foi seqüestrado em 2003 em Milão supostamente por agentes da CIA e levado ao Egito, onde foi preso e torturado, segundo ele mesmo denunciou após ser libertado, no início de 2007.

Omar afirmou recentemente que processará o Estado italiano por ter permitido o seqüestro e seu translado ao Egito.



 

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