Em uma entrevista ao jornal líbio “Oya”, Berlusconi destacou que o acordo de amizade e cooperação, concluído na sexta-feira em Roma, “abre todas as vias para a consolidação da associação econômica e social e intensificará a cooperação” entre os dois países.
O primeiro-ministro disse que a Itália se comprometerá a financiar projetos em infra-estrutura e em outros muitos setores, em um valor de cerca de US$ 200 milhões anuais durante 25 anos.
“O acordo colocará fim a 40 anos de falta de entendimento, é um reconhecimento completo e moral dos danos causados à Líbia pela Itália durante o período colonial”, afirmou.
Berlusconi e o líder líbio, Muammar Kadafi, assinarão o acordo bilateral na cidade de Benghazi, e depois o chefe do Executivo italiano assistirá às celebrações do 39º aniversário do regime líbio, em 1º de setembro.
Kadafi tinha solicitado em repetidas ocasiões uma compensação pela colonização italiana da Líbia, entre 1912 e 1943, que incluiu deportações e milhares de vítimas devido às minas antipessoais.