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Berlusconi assegura que em 3 anos problema do lixo em Nápoles será resolvido

Arquivo Geral

30/05/2008 0h00

O primeiro-ministro italiano, more about Silvio Berlusconi, troche assegurou hoje em Nápoles que em três anos estará completamente resolvida a crise do lixo e antecipou que serão construídos os depósitos previstos e, se necessário, se usará “a força do Estado” para que possam funcionar.

Berlusconi viajou hoje a Nápoles com os ministros de Interior e Meio Ambientes, Roberto Maroni e Stefania Prestigiacomo, e o Secretário de Estado para os Resíduos, Guido Bertolaso, para analisar a evolução da crise do lixo.

Até o momento, continuam amontoadas toneladas de lixo nas ruas de Nápoles e de povos da província.

Em 21 de maio, o Governo de Berlusconi aprovou uma série de medidas extraordinárias para combater a emergência criada, entre elas a abertura de novos depósitos, novos lixões e incineradores.

Um destes lixões será construído no bairro napolitano de Chiaiano provocando a revolta de moradores que nos últimos dias levantaram barricadas e enfrentaram a Polícia para impedir o começo das obras.

Berlusconi, que se reuniu hoje com os prefeitos dos povoados afetados e com o governante da região, disse que o lixão de Chiaiano é “idôneo”, que será declarado “zona militar” e será protegido.

Nessa área, dedicada até agora ao polígono de tiro, poderão ser descarregadas 700 mil toneladas de lixo.

Berlusconi lembrou que Nápoles e os povoados da região geram diariamente sete mil toneladas de lixos, reiterando que usará o Exército para garantir o acesso dia e noite aos lixões.

O governante conservador disse que outras decisões aprovadas por Governos anteriores “democraticamente escolhidos” não foram iniciadas, mas isso “acabou”.

“Não voltará a acontecer que pequenas minorias organizadas possam bloquear obras públicas”, assegurou Berlusconi, ressaltando que é importante criar o mais rápido possível um órgão de fiscalização que será responsável “por tudo o que estiver relacionado ao lixo, sendo encarregado por tomar as decisões”.

Berlusconi assegurou que as medidas adotadas por seu Governo são “constitucionais”.



 

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