Na mensagem, enviada ao Secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, Berlusconi acrescenta que as palavras do papa após a agressão do dia 13 “foram de grande conforto”.
O premiê afirma na carta que “a mensagem de paz e fraternidade de Cristo, que teria que reinar entre os homens, é infelizmente esquecida quando a força das ideias é respondida com violência verbal ou física”.
Tanto Berlusconi quanto seu Governo atribuíram o suposto clima de “ódio” no país ao gesto de Massimo Tartaglia, que atirou uma estatueta de ferro contra o primeiro-ministro, o que quebrou seu nariz e dois de seus dentes.
Berlusconi também agradeceu a Bento XVI pela “preocupação” demonstrada diante dos desabrigados pelo terremoto na região dos Abruzzos.
Além disso, o primeiro-ministro ressaltou ao pontífice que “os valores cristãos estão sempre presentes na ação do Governo” e prometeu que seu Executivo “adotará as medidas necessárias para garantir a serenidade e a paz social”.
Bento XVI deplorou a agressão a Berlusconi e enviou a ele um telegrama desejando uma “rápida recuperação”.