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Mundo

Bento XVI diz que Eucaristia é antídoto contra o individualismo

Arquivo Geral

26/06/2011 9h34

 

 Bento XVI declarou neste domingo que em um mundo cada vez mais individualista, “como é a sociedade ocidental e que tende a difundir-se”, a Eucaristia é o “antídoto” que opera nas mentes dos homens e germina nele a ideia do compartilhamento.

 

O Bispo de Roma lembrou que os primeiros cristãos de Jerusalém eram o sinal evidente desse estilo de vida, “já que viviam em irmandade e colocavam à disposição de todos os seus bens, para que nenhum fosse indigente”.

 

Diante de milhares de pessoas que assistiram na praça de São Pedro do Vaticano à reza do Ângelus, o papa lembrou que por estes dias comemora-se em muitos países o Corpus Christi e afirmou que sem a Eucaristia a Igreja “simplesmente não existiria, já que ela é a que faz de uma comunidade humana um mistério de união, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus”.

 

O papa afirmou que tudo isso se deve à Eucaristia, “Cristo ressuscitado realmente presente entre seus discípulos”.

 

Bento XVI acrescentou que em todas as épocas, através dos séculos, a Igreja “apesar de seus limites e erros humanos” foi no mundo uma “força de comunhão, de unidade”.

 

A este respeito assinalou que inclusive nos períodos mais difíceis, “que puseram à sociedade à prova, como foram os dos regimes totalitários”, a Eucaristia foi uma força de unidade, de comunhão e que para os cristãos, da mesma forma que diziam os antigos mártires, sem a eucaristia dominical não podiam viver.

 

Bento XVI advertiu que o “vazio” produzido pela falsa liberdade pode ser também muito perigoso e que a comunhão com Cristo é “fármaco da inteligência e a vontade para reencontrar o gosto pela verdade e o bem comum”.

 

Bento XVI celebrou na quinta-feira passada, no dia de 23 de junho, o Corpus Christi, na basílica romana de São João de Latrão e depois presidiu a procissão com o Santíssimo pelo centro de Roma, ato ao assistido por milhares de fiéis.

 

Na homilia afirmou que nos tempos atuais em que a globalização torna cada vez mais dependentes os homens, o cristianismo deve conseguir que essa unidade se construa com Deus, “caso contrário daria lugar à confusão, ao individualismo e ao enfrentamento de todos contra todos”.

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