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BCE defende pacto de crescimento entre países europeus

Arquivo Geral

25/04/2012 15h40

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, propôs nesta quarta-feira um pacto de crescimento aos líderes da União Europeia, mas sem deixar de lado os ajustes, enquanto não deu nenhum sinal de esperança a bancos e Governos sobre possíveis novas intervenções de apoio.

 

Em um comparecimento perante a Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, Draghi afirmou que a atividade econômica na eurozona está estagnada, e que o crescimento deve ser apoiado pela demanda externa, pelas taxas de juros a curto prazo muito baixas e pelas medidas excepcionais do BCE.

 

Nesse contexto, sua estratégia para sair da crise passa tanto por impulsionar o crescimento como pela austeridade recomendada em Bruxelas.

 

Fontes da UE acrescentaram à Agência Efe que os principais dirigentes do bloco preparam um giro rumo ao crescimento econômico, visto que as atuais políticas de austeridade chegaram a seu limite e têm cada vez mais rejeição, e acrescentaram que mais detalhes poderiam ser divulgados na quinta-feira durante um fórum econômico em Bruxelas.

 

No entanto, Draghi classificou como inevitável a consolidação fiscal, apesar ter alguns efeitos de contração a curto prazo.

 

Ele também se referiu às duas operações de injeção de liquidez a três anos aos bancos no valor de um trilhão de euros e ao programa de compra de dívida soberana no mercado secundário, e nos dois casos rebaixou as perspectivas de novas intervenções.

 

Draghi afirmou que o BCE usará todos os instrumentos a sua disposição para enfrentar possíveis riscos à estabilidade dos preços, e que a inflação se situará abaixo de 2% no próximo ano.

 

Ele evitou se pronunciar sobre uma possível terceira injeção de liquidez aos bancos, mas lembrou que se trata de uma medida temporária.

 

O presidente do BCE disse que as duas operações realizadas em dezembro e fevereiro foram bastante oportunas e em geral bem-sucedidas, embora tenham sido feitas apenas para ganhar tempo.

 

Para Draghi, a injeção de liquidez permitiu reabrir até certo grau os canais de crédito e chegou muito perto da economia real, mas esta medida não impulsionará por si só os empréstimos a empresas e famílias.

 

Neste sentido, ele confiou que os bancos usem a liquidez para refinanciar a economia real.

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    Arquivo Geral

    25/04/2012 15h19

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    Em um comparecimento perante a Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, Draghi afirmou que a atividade econômica na eurozona está estagnada, e que o crescimento deve ser apoiado pela demanda externa, pelas taxas de juros a curto prazo muito baixas e pelas medidas excepcionais do BCE.

     

    Nesse contexto, sua estratégia para sair da crise passa tanto por impulsionar o crescimento como pela austeridade recomendada em Bruxelas.

     

    Fontes da UE acrescentaram à Agência Efe que os principais dirigentes do bloco preparam um giro rumo ao crescimento econômico, visto que as atuais políticas de austeridade chegaram a seu limite e têm cada vez mais rejeição, e acrescentaram que mais detalhes poderiam ser divulgados na quinta-feira durante um fórum econômico em Bruxelas.

     

    No entanto, Draghi classificou como inevitável a consolidação fiscal, apesar ter alguns efeitos de contração a curto prazo.

     

    Ele também se referiu às duas operações de injeção de liquidez a três anos aos bancos no valor de um trilhão de euros e ao programa de compra de dívida soberana no mercado secundário, e nos dois casos rebaixou as perspectivas de novas intervenções.

     

    Draghi afirmou que o BCE usará todos os instrumentos a sua disposição para enfrentar possíveis riscos à estabilidade dos preços, e que a inflação se situará abaixo de 2% no próximo ano.

     

    Ele evitou se pronunciar sobre uma possível terceira injeção de liquidez aos bancos, mas lembrou que se trata de uma medida temporária.

     

    O presidente do BCE disse que as duas operações realizadas em dezembro e fevereiro foram bastante oportunas e em geral bem-sucedidas, embora tenham sido feitas apenas para ganhar tempo.

     

    Para Draghi, a injeção de liquidez permitiu reabrir até certo grau os canais de crédito e chegou muito perto da economia real, mas esta medida não impulsionará por si só os empréstimos a empresas e famílias.

     

    Neste sentido, ele confiou que os bancos usem a liquidez para refinanciar a economia real.

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