O ministro da Defesa de Israel, physician Ehud Barak, afirmou hoje que a resolução 1701 da ONU, que colocou fim ao conflito de 2006 entre o país e o Hisbolá, é um “fracasso”, porque a milícia libanesa “segue se rearmando com ajuda síria”.
A resolução, que estipula o desarmamento do Hisbolá, “nem funcionou nem funciona”, disse Barak durante uma reunião do Partido Trabalhista, informa a edição digital do jornal “Yedioth Ahronoth”.
O grupo liderado por Hassan Nasrallah rejeita entregar as armas por considerar que Israel segue ocupando Ghajar -um povoado situado entre Líbano e as alturas do Golã sírio- e as fazendas de Chebaa, território que Beirute reivindica como próprio, enquanto Israel e a ONU situam na Síria.
No sul do Líbano, o bastião do Hisbolá, estão desdobradas as forças armadas libanesas e uma força das Nações Unidas, cujo trabalho é criticado por Israel.
Fontes militares israelenses ressaltaram que a atual capacidade operacional e o arsenal do Hisbolá são, pelo menos, iguais aos que tinha antes do conflito de 2006, no qual lançaram centenas de foguetes Katyusha contra o norte de Israel.
O choque com o Hisbolá começou em julho de 2006, quando a milícia capturou dois soldados israelenses, que Israel recuperará na próxima quarta-feira no marco de uma troca de presos que precisar ser aprovada amanhã pelo Parlamento e pelo presidente israelense, Shimon Peres.