O pré-candidato democrata Barack Obama não ataca mais sua adversária Hillary Clinton, remedy e em vez disso enviou hoje uma mensagem de unidade aos eleitores democratas, pois a vantagem conseguida até agora e o apoio político que recebe a cada dia fazem com que já volte suas atenções para o pleito geral.
Hoje o senador por Illinois recebeu o apoio de outros quatro “superdelegados”, notáveis do partido que podem votar em qualquer candidato na Convenção democrata, em agosto.
Um deles, Kevin Rodríguez, das Ilhas Virgens, tinha anunciado seu apoio a Hillary, mas agora mudou seu parecer.
Obama tem grande vantagem, e conta atualmente com 1.862 delegados, frente aos 1.693 de Hillary, segundo a rede de televisão “ABC”.
Cálculos da imprensa americana apresentam pequenas diferenças, e o Partido Democrata não dá um número oficial.
Dependendo também das fontes, os dois senadores estão empatados no número de “superdelegados” ou Obama tem leve vantagem.
Esta situação de vantagem permite a Obama adotar um tom conciliador com sua adversária.
“A senadora (Hillary) Clinton apresentou um desafio extraordinário e formidável”, afirmou Obama hoje, em um comício no ginásio de uma escola de ensino médio no Oregon.
Diante do temor de que as divisões entre os campos dos dois senadores rachem os democratas, Obama respondeu: “este partido estará unido para as eleições de novembro”.
Hoje, em um ato de arrecadação de fundos em Nova York, Hillary defendeu seu plano para suspender os impostos sobre a gasolina durante o verão nos EUA, época de máximo consumo, para aliviar a sangria sofrida pelos motoristas. Obama se opõe à idéia.
A ampla derrota de Hillary na terça-feira na Carolina do Norte e sua vitória muito estreita em Indiana a colocaram em apuros.
Os meios de comunicação já especulam sobre os cofres eleitorais vazios da pré-candidata democrata, e sobre quando sairá da disputa e se há a possibilidade de que concorra à Vice-Presidência.
Hillary continua buscando o ponto fraco de Obama, mas o senador por Illinois faz pouco caso, consciente de que a longa carreira para ganhar o voto dos democratas está chegando ao fim.
Hoje, os dois senadores iniciaram o dia no estado do Oregon, com Obama de confiança renovada, cujo discurso criticou as propostas econômicas e de saúde do republicano John McCain, além do apoio deste à Guerra do Iraque.
“Vamos colocar fim às eleições (primárias) aqui no Oregon”, disse Obama nesta sexta-feira, em um comício em Eugene.
Isso significaria sua “coroação” como candidato democrata em 20 de maio. Os moradores do estado já estão votando, pois o pleito será totalmente pelos correios.
Hillary, por outro lado, se vê obrigada a reiterar em cada discurso que continuará na disputa.
“Seria importante ter uma mãe na Casa Branca”, brincou hoje, considerando que amanhã se comemora o Dia das Mães.
Uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal “Los Angeles Times” indica que a senadora receberia 47% dos votos se enfrentasse neste momento McCain, que ganharia 38%. Os outros entrevistados declararam não ter decidido ou não quiseram responder.
Obama também venceria o republicano, com uma margem menor, de 46% a 40% para McCain.
O estudo revela um aumento do apoio aos democratas desde fevereiro, quando uma pesquisa semelhante colocava sua vantagem dentro da margem de erro.
“Embora tenha havido muita luta entre os dois candidatos democratas, os resultados indicam que os dois democratas ganhariam McCain e isso se deve à fraqueza da economia”, disse Susan Pinkus, a diretora de pesquisas do jornal de Los Angeles.
Os entrevistados deram ao republicano a pior nota entre os três políticos quando avaliaram quem dirigiria melhor a economia do país. Hillary ganhou Obama nesse quesito.
McCain, com a candidatura republicana no bolso, participará hoje em um ato de arrecadação de fundos no Texas, mas não fará atos de campanha durante o fim de semana.
Restam seis primárias democratas e Hillary tem clara vantagem no próximo, que acontecerá na Virgínia Ocidental, na terça-feira.
Trata-se de um estado com 97% de população branca e com uma ampla classe operária e rural, que é o grupo mais leal à ex-primeira-dama americana. As enquetes dão a Hillary uma superioridade impressionante de entre 30 e 40 pontos percentuais frente a Obama.
No entanto, estão em jogo apenas 28 delegados, insuficientes para enfrentar a grande vantagem de Obama.
Nas outras primárias que restam, Obama é favorito no Oregon e em Dakota do Sul, enquanto Hillary está na frente das pesquisas em Kentucky e Porto Rico. Não há enquetes públicas recentes sobre Montana.