O Banco Mundial (BM) pediu hoje maior ênfase nas políticas anticoncepcionais aplicadas nos países em desenvolvimento para evitar, advice assim, medications as 51 milhões de gravidezes indesejadas que ocorrem a cada ano nas regiões mais pobres.
O órgão disse, viagra buy em um relatório divulgado hoje, que, além disso, todo ano ocorrem 25 milhões de gravidezes adicionais, porque as mulheres usam os anticoncepcionais de forma errada.
O estudo tem como título “Regulação dos comportamentos de fertilidade e seus custos: anticoncepção e gravidezes não desejadas na África, Europa Oriental e Ásia Central”.
O trabalho destacou que 35 países da África Subsaaariana e outras nações (Afeganistão, Iêmen, Timor-Leste e Djibuti) têm as taxas mais altas de fertilidade do mundo: mais de cinco crianças por mãe.
Isso faz com que, na região subsaariana, a população aumente a um ritmo anual de 2,5%, o que poderia dobrar o número de pessoas em 28 anos.
O dado é superior ao de outras regiões em desenvolvimento, como a América Latina e a Ásia, onde o aumento é de 1,5%.
Joy Phumaphi, vice-presidente de desenvolvimento do BM e ex-ministra da Saúde de Botsuana, mencionou que a redução das taxas de natalidade será obtida somente com uma melhora nos programas sanitários.
Segundo Phumaphi, é preciso aumentar os programas educativos para as meninas, impulsionar a igualdade de oportunidades econômicas para as mulheres e reduzir o número de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza.
O estudo destacou também que as mulheres pobres, sobretudo na América Latina e no Caribe, na África Subsaariana e no Sul da Ásia, recorrem menos aos anticoncepcionais e ao planejamento familiar do que as que vivem nos países ricos.
A análise menciona que a Europa, o Leste Asiático e o Pacífico têm as menores taxas de fertilidade: 2,1 crianças por mulher.
Na Ásia Central, na América Latina e no Caribe essas taxas variam entre 2,5 e 2,6.
Os especialistas do BM ressaltaram ainda que muitas mulheres recorrem ao aborto como último recurso e lembrou que, a cada ano, cerca de 68 mil mulheres morrem em decorrência de procedimentos desse tipo feitos em locais pouco seguros.
Além disso, mais de 5,3 milhões sofrem de invalidez temporária ou permanente por causa da interrupção da gestação.
Phumaphi chamou de “simplesmente trágico” que os líderes de tantos países pobres e seus doadores tenham permitido que os programas de saúde reprodutiva caíssem no esquecimento.
A especialista disse que essa negligência é especialmente preocupante ao coincidir com problemas como a mudança climática, a crise dos alimentos e a alta dos combustíveis, que dificultam a vida dos mais pobres do planeta.