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Mundo

Banco dos EUA é investigado por lavagem de dinheiro do narcotráfico

Arquivo Geral

26/04/2008 0h00

 As autoridades americanas analisam as operações do Banco Wachovia no marco de uma investigação mais ampla sobre suposta lavagem de fundos por companhias que realizavam transferências de dinheiro do México e da Colômbia, advice segundo o diário “The Wall Street Journal”.

A publicação, que cita fontes próximas à investigação, destaca em sua edição de fim de semana que o Wachovia é um dos grandes bancos dos Estados Unidos que se viu submetido à investigação das autoridades por sua relação com esse tipo de companhias.

O diário financeiro assinala que o Wachovia mantém conversas com o Departamento de Justiça sobre possíveis reformas em seu sistema e enfrenta a possibilidade de se submeter a uma extensa investigação federal.

Fontes do Wachovia disseram ao jornal que colaboram com a investigação.

O Wachovia, com sede na Carolina do Norte, e outros bancos americanos estreitaram seus vínculos com “casas de câmbio” mexicanas entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

O diário lembra que a indústria de remessas envia todo ano mais de US$ 50 bilhões a partir dos EUA para a América Latina, sendo que a maioria são transferências legítimas de latino-americanos residentes nos EUA para seus familiares na região.

A indústria bancária americana tenta há muito tempo de se lançar nesse lucrativo mercado, que aplica elevadas comissões por seus serviços.

O problema, segundo aponta o “Wall Street Journal”, é que o setor é também um alvo natural para os narcotraficantes, que buscam canais para transferir o dinheiro da vendas de drogas nos EUA para a América Latina sem levantar suspeitas.

A última empreitada do Governo dos EUA contra o narcotráfico se centra nas muitas “casas de câmbio” que existem na região fronteiriça entre este país e o México para facilitar o envio de remessas à América Latina dos imigrantes que vivem nos EUA.

O Wachovia estreitou seus vínculos com essas firmas visando chegar aos consumidores hispânicos que nem sempre recorrem aos serviços bancários tradicionais.

Como parte dessa aliança, a entidade financeira americana recebeu os depósitos das companhias de transferências de remessas e lhes ofereceu diferentes juros.

Em 2005, o banco introduziu o cartão Dinheiro Direto para facilitar as transferências além das fronteiras.

O diário aponta que o Wachovia decidiu entrar nesse segmento do mercado apesar da explícita preocupação das autoridades americanas sobre as atividades ilícitas de algumas das “casas de câmbio”.

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